Secretário de Estado garante 5% da população do Alentejo já foi testada

Dos 268 infetados com Covid-19 registados até agora no Alentejo, só 30 casos continuam ativos. Jorge Seguro Sanches, indigitado pelo Governo como coordenador da situação de calamidade para o Alentejo adiantou que já foram feitos 23 mil testes na região.

Em conferência de imprensa esta manhã em Évora, Jorge Seguro Sanches, Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, fez, na qualidade de Autoridade de Coordenação da Situação de Calamidade na Região do Alentejo, um balanço da situação no que respeita ao combate à pandemia. Salientando o grande espírito de colaboração e entreajuda entre “todas as instituições e estruturas” nesta frente comum de combate, o Secretário de Estado frisou que parte do sucesso alcançado se deve a “um exaustivo trabalho de prevenção, ao empenho dos profissionais de saúde e demais autoridades e ao comportamento exemplar das populações”.

Com uma taxa de contágio mínima (0,03%), a região viu ainda assim serem testadas para o novo coronavírus 23 mil pessoas, “com especial atenção aos grupos de risco”, num universo que compreendeu 318 instituições.

Em resposta a uma questão do Semmais Digital, o Secretário de Estado concordou que o facto de o número de casos ativos na região ser diminuto poderá funcionar como fator de atração turística, mas desvaloriza esse risco: “Se os cidadãos cumprirem as regras creio que não haverá problemas e posso assegurar que o sistema de saúde está preparado para dar resposta. Entre os quatro hospitais do Alentejo dispomos de mais de três mil camas e de 37 camas destinadas a cuidados intensivos, números felizmente muito superiores àqueles que foram necessários até à data”.

Mostrando-se disponível para continuar a desempenhar estas funções no futuro, Jorge Seguro Sanches afirma que a batalha que se segue é a recuperação da economia e do emprego: “Vamos continuar a trabalhar e a resolver. Ter alguém que faça, a nível da administração central, a conciliação de vontades, uma ponte entre o Governo e as autarquias, faz todo o sentido, mais ainda nos territórios do interior”.