Uma funcionária do lar de Reguengos de Monsaraz, onde surgiu um foco de Covid-19, foi a última vítima mortal do novo coronavírus. O caso, declarado hoje, ainda não consta do relatório da DGS.
A mulher, com cerca de 40 anos e que anteriormente tinha testado positivo, morreu “ao início da manhã na Unidade de Cuidados Intensivos Covid-19 do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE)”, informou a câmara de Reguengos de Monsaraz, em comunicado.
Trata-se da sexta vítima mortal na sequência do foco registado no lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS) e a primeira entre os funcionários da instituição que testaram positivo para o novo coronavírus SARS-CoV-2.
O concelho de Reguengos de Monsaraz regista o maior surto de Covid-19 do Alentejo, contabilizando seis mortes e 140 casos ativos, mais que cinco que na terça-feira.
Contudo, no relatório da Direção Geral de Saúde (DGS), este concelho alentejano aparece referenciado com 124 casos positivos.
Quanto aos restantes municípios, os dados oficiais apontam Moura com 71 casos, Évora com 54, Beja com 22, Odemira com 15, Serpa com 14, Portalegre e Elvas, ambos com 11.
Menos grave, mas igualmente preocupante, é a situação em Montemor-o-Novo e Vendas Novas, ambos com nove casos, Redondo com oito, Almodôvar com sete, Crato e Portel com seis cada, Ponte de Sor com cinco, Cuba com quatro e Aljustrel, Viana do Alentejo e Vila Viçosa, cada um com três.
A DGS informa ainda que nos concelhos do Litoral Alentejano integrados no distrito de Setúbal se contabilizam novos doentes em Alcácer do Sal, 23 em Santiago do Cacém, 20 em Grândola e oito em Sines.
Também segundos os dados das autoridades de saúde, o número de vítimas mortais em Portugal devido ao novo coronavírus aumentou para 1.579, mais três óbitos face a ontem, quando estavam contabilizados 1.576.
O número de infetados (casos confirmados) aumentou 0,74% para 42.454, o que representa 313 novos casos em 24 horas. Ontem tinha sido anunciado um aumento de 0,55% para 42.141.
Na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) registaram-se 218 novos casos (contra 188 ontem), o que representa 70% do total de novos casos no país.
Tendo em conta o número de infetados e de vítimas mortais, a taxa de letalidade é de 3,72%, abaixo dos 3,74% de ontem e o valor mais baixo desde 23 de abril e que compara com o pico de 4,37% registado no início deste mês.
No que diz respeito aos doentes recuperados, existem agora 27.798 casos, mais 293 do que o reportado ontem (27.505).
Os dados indicam que dos mais de 42 mil casos confirmados, 503 estão internados em hospitais, o que corresponde a uma subida de 12 face a ontem (491). Os doentes internados representam 1,18% do total de casos reportados e encontram-se no valor mais alto desde 30 de maio, superando pela primeira vez as cinco centenas desde essa data.
No que diz respeito aos doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), registaram-se mais seis pacientes (8%), para um total de 79.
Segundo o boletim diário da DGS, há 819 mortos no Norte (51,9% do total), 475 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 248 no Centro e 15 no Algarve. Os Açores registam 15 óbitos e a Madeira continua sem vítimas mortais a lamentar.




