Estratégia para a década do Porto de Sines abre novo ciclo de desenvolvimento

A descarbonização abre novo foco na estratégia do Porto de Sines para a próxima década. O plano foi apresentado hoje, quarta-feira, e aposta num reposicionamento de hinterland e expansão da atividade logística.

O Plano Estratégico do Porto de Sines para a próxima década vai desenvolver um terceiro ciclo de desenvolvimento, que aposta nas fontes energéticas renováveis – nomeadamente a aposta no hidrogénio – no alargamento da atividade logística e numa maior satisfação dos “stakeholders”.

Estes objetivos foram hoje apresentados numa cerimónia presidida pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que considerou a plataforma portuária de Sines como “instrumento fundamental” para o desenvolvimento económico e industrial do país. Deixando no ar a garantia de que o governo, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, vai olhar apresentar, em breve, outras apostas para Sines.

Lembrando os investimentos em curso naquela infraestrutura que, segundo sublinhou, “devem ter sempre em atenção os interesses do país e do seu povo”, Pedro Nuno Santos afirmou que “é assim que se desenvolve um país e uma indústria, que é aquilo que queremos para Sines”.

Em termos objetivos, a plano aponta para a captura de uma quota de 3% no movimento dos portos ibéricos, para um aumento de 40% do volume de carga portuária, excluindo os produtos do setor energético – e a conquista de uma classificação de 8 (que mede a conetividade interna, o custo portuário e a flexibilidade) no que se refere à satisfação dos stakeholders.

José Luis Cacho, presidente da APS, fez notar que “a opção por novas fontes energéticas renováveis terão que fazer parte do futuro do porto e da sua região”, num contributo, a médio prazo, “para a transição energética e para a descarbonização”. Como prioridades, o responsável acrescentou a digitalização, diversificação da atividade e a captação de novos mercados.

O Plano, elaborado pela Universidade Católica, sob a coordenação de Álvaro Nascimento, apresenta como principais eixos o reforço da centralidade e da conetividade, a criação de um modelo de gestão de rede e compromissos com a sustentabilidade ambiental e social. “Sines tem que se afirmar como um sistema multiportuário ibérico, eficiente e dinâmico, capaz de aportar a competitividade necessária ao país”, sustentou o académico.