Metamorfose vai aproximar centro de Sesimbra à Mata da Vila Amália

O Bloco da Mata, prédio que ameaça ruína desde 1995, vai ser demolido e reconstruído. Será aberta uma passagem pedonal para a Mata da Vila Amália. A reconversão trás grandes mudanças e implicam um investimento de 2,7 milhões.

O centro de Sesimbra vai mudar de rosto. O Bloco da Mata, conjunto habitacional que há vários anos constitui um sério problema de segurança, uma vez que o prédio ameaça ruína numa das alas, vai começar a ser parcialmente demolido para dar lugar a um novo conjunto. Em simultâneo a câmara municipal vai ligar o local, o Largo 2 de Abril, à Mata da Vila Amália, criando assim uma nova centralidade dentro da vila.

Após ter sido adjudica a empreitada já se iniciou a instalação do estaleiro, prevendo-se que muito em breve comecem os trabalhos de derrube. Ao longo de 545 dias, conforme disse ao Semmais o presidente do município, Francisco Jesus, serão efetuadas demolições e levantadas paredes, tudo num custo na ordem dos 2,1 milhões de euros, sendo que 740 mil são provenientes do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

“É um trabalho de grandes dimensões e também de importante relevância social, porque, depois de concluído, irá permitir trazer para o centro da vila mais habitantes e, em consequência, dinamizar todas as atividades comerciais aqui instaladas”, salientou Francisco Jesus, lembrando que, quando foram detetados os problemas estruturais no edifício, a câmara teve de realojar cerca de 50 por cento dos inquilinos noutros locais de Sesimbra e até noutras freguesias fora da vila.

O autarca lembrou que a obra é fundamental, uma vez que “existem zonas de comprovado risco e outras que se encontram seladas”. “É uma obra complexa, porque se localiza numa área complicada e que requer um grande trabalho de estabilização das estruturas”, disse.

 

Projeto vai desbloquear usufruto da maior zona verde da vila

O Bloco da Mata é um projeto de habitação social e foi edificado em 1980, tendo na altura 25 fogos, dos quais cinco eram T1 (uma sala e um quarto) e os restantes T2 (uma sala e dois quartos). Em 1995, na sequência de trabalhos realizados num edifício vizinho, as fundações do bloco nascente começaram a ceder e a ameaçar ruína, obrigando à retirada de cinco famílias e ao encerramento de uma loja da EDP no piso térreo.

Agora, de acordo com os técnicos municipais, o mesmo piso térreo será recuperado de modo a poder albergar um conjunto de lojas e serviços, enquanto a parte habitacional, dispersa por dois blocos de quatro pisos, será composta por 19 fogos, dez T2 e os restantes T1. Serão ainda criados 18 lugares de estacionamento para residentes e quatro lojas para comerciantes e entidades prestadoras de serviços.

Francisco Jesus destaca, entre todo o projeto, a oportunidade que agora existe de ser criado um caminho pedonal que irá ligar a zona habitacional à Mata da Vila Amália. “Trata-se de criar condições para que toda a população da vila possa aceder a um espaço verde de grande importância”, acrescentou.

As obras nesta zona, que ainda estão na fase de abertura de concurso público, têm uma duração prevista de 270 dias e um custo estimado na ordem dos 640 mil euros. No total, entre os trabalhos no bloco habitacional e os da zona verde, serão despendidos cerca de 2,7 milhões de euros.