A obra de ampliação e reabilitação da atual Escola Básica do Afonsoeiro vai permitir acolher o ensino pré-escolar. O projeto de 1.396.998,01 euros, prevê ainda a melhoria da eficiência energética.
A Escola Básica do Afonsoeiro vai ser ampliada e reabilitada, dando origem ao futuro Centro Escolar do Afonsoeiro. A obra prevê a introdução do ensino pré-escolar no edifício que estava a ser utilizado como polidesportivo.
Projetada para realizar em duas fases, a empreitada pretende requalificar o edifício de plano centenário, ampliando o refeitório e substituindo a cobertura e outros elementos. O projeto prevê também a reabilitação de todo o espaço de recreio, dotando-o com pisos flexíveis, e a construção de um parque infantil, substituindo o terreno de areia.
Em declarações ao Semmais, o presidente da câmara do Montijo, Nuno Canta, adiantou que a obra visa “tornar o edifício eficiente do ponto de vista energético”, para que este “conserve o calor no seu interior”, poupando os recursos naturais obtidos através dos painéis solares que serão instalados.
O autarca disse ainda que a introdução do ensino pré-escolar era uma das “prioridades”, lembrando que “a carta educativa apontava para a construção de vários edifícios pré-escolares” na cidade. “Quando construirmos o novo pré-escolar aí teremos a rede completa de resposta” a este grau de ensino, garante, afirmando que o objetivo do município é promover a igualdade de oportunidades a todas as crianças.
Nova infraestrutura escolar estará apta a acolher 75 crianças
No edifício onde atualmente funciona o polidesportivo vai nascer o pré-escolar, com a construção de três salas de aulas e uma polivalente que irá receber 75 crianças com idade compreendidas entre três e os cinco anos. “Devemos dar as ferramentas aos mais novos para que estes partam de um patamar de igualdade”, defendeu Nuno Canta.
Com um investimento de 1.396.998,01 euros, a empreitada foi candidatada ao POR LISBOA e conta com um financiamento de 50%. De acordo com o líder do executivo municipal, o prazo de concretização previsto é de 8 a 12 meses, sendo que a data de início aguarda a aprovação do Tribunal de Contas.
A intervenção vem no seguimento da requalificação das escolas básicas Joaquim de Almeida e Luís de Camões, que permitiu tornar as duas primárias mais eficientes energeticamente. Segundo Nuno Canta, a estratégia do município passa por valorizar os elementos ambientais da cidade, preparando-as para as alterações climáticas. “É necessário evitar o gasto dos combustíveis fósseis e aproveitar as energias renováveis”, concluiu.






