A câmara participou, ontem, no NEAMWAVE’21, um evento internacional que envolveu entidades de proteção civil de vários países, destinado a testar a prontidão na resposta a um possível alerta de tsunami.
O exercício consistiu na simulação de um alerta de tsunami com impacte na região do atlântico Nordeste, Mediterrâneo e Mares Conexos, uma atividade que inclui a envolvência de outros países como Marrocos, Espanha, Reino Unido, Dinamarca, França, Alemanha e Irlanda.
O objetivo foi “testar a efetividade e o grau de prontidão do sistema de alerta para tsunamis implementado naquela região”, refere a autarquia em comunicado. O simulacro, centrou-se nas comunicações técnico-operacionais trocadas entre os diversos intervenientes a nível nacional e internacional.
No nosso país, o evento foi promovido pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção civil, em conjunto com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e envolveu outras entidades, designadamente a nível local.
O Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal participou no exercício por meio do Centro Municipal de Operações de Socorro (CMOS), estrutura localizada no quartel da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal, que recebeu e encaminhou todas as comunicações precedentes do Comando Distrital de Operações de Socorro.
Após a receção de mensagens de alerta, e uma vez validada a autenticidade das mesmas, o CMOS informou, de forma simulada, os comandos e coordenação do Dispositivo Municipal de Proteção Civil e Unidades Locais das Juntas de Freguesia, emitiu alertas à população pela rede social Twitter e pela app para dispositivos móveis Setúbal SOS e ativou a Comissão Municipal de Proteção Civil de Setúbal.
Durante a realização do NEAMWAVE’21, o CMOS recebeu cerca de oito mensagens precedentes do Comando Distrital de Operações de Socorro, que foram encaminhadas para os Bombeiros Voluntários de Setúbal, o Porto de Setúbal e as empresas Secil Outão, Eco-Oil e Lisnave.
A receção da informação por parte destas entidades, convidadas pelo SMPCB a participar no exercício, foi igualmente monitorizada a partir do CMOS, num processo desenvolvido através de chamadas de voz, por rádio e telefone, e mensagens de texto para telemóveis.
A autarquia informa ainda que, no nosso país, “a emissão da informação técnica que suporta este tipo de alertas é da responsabilidade do IPMA, entidade que interveio neste exercício na qualidade de Centro de Alerta de Tsunamis.”






