Governo declara utilidade pública da promotora do Festival de Música de Marvão

O Governo declarou a utilidade pública da M4rvão Internacional Mus1c F3stival, associação que promove o Festival Internacional de Música de Marvão, no distrito de Portalegre, segundo despacho publicado em Diário da República (DR).

O documento que concede o estatuto de utilidade pública à associação é assinado pelo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, André Moz Caldas, pode ler-se no DR, consultado pela agência Lusa.

O despacho governamental refere que a M4rvão Internacional Mus1c F3stival tem desenvolvido, desde 18 de novembro de 2013, “relevantes atividades de interesse geral”, no âmbito da promoção da cultura, designadamente da música clássica.

“A associação organiza o Festival Internacional de Música de Marvão (FIMM), que procura reunir anualmente, na vila alentejana de Marvão, um elenco nacional e internacional de músicos de elevada qualidade, procurando a internacionalização da oferta e da vida cultural” na região e no Alentejo, “que decorre em espaços culturais do concelho”, consta do DR.

Contactado pela agência Lusa, o diretor do FIMM, Daniel Boto, manifestou-se “muito satisfeito” com este reconhecimento por parte do Governo, recordando que este processo (declaração de utilidade pública) estava “há cerca de quatro anos” a ser desenvolvido.

“É mesmo muito bom” e é “um garante de estabilidade a curto prazo, porque nós temos uma série de donativos pendentes, especialmente de fundações do estrangeiro”, pelo que “este estatuto de utilidade pública vai-nos permitir captar com mais facilidade esses fundos, que são essenciais para o desenvolvimento do nosso trabalho”, explicou.

O FIMM, que tradicionalmente conta com o patrocínio do Presidente da República, foi cancelado em 2020 devido à pandemia da covid-19, prevendo-se que este ano tenha lugar a 7.ª edição do evento, entre os dias 23 de julho e 8 de agosto.

“Neste momento, as datas e programa mantêm-se tal e qual como estão anunciados. É natural que, ao longo dos próximos meses, tenhamos que tomar alguma decisão no sentido de fazer alguma adaptação, algum ajuste que seja necessário, tendo em conta a volatilidade de tudo isto (pandemia)”, disse.

Na declaração de utilidade pública divulgada em DR, o Governo sublinha ainda que a associação “aposta na qualidade”, através da criação de programas “criteriosos” para o FIMM e na seleção de “músicos ímpares” de modo a “atrair amantes” da música clássica da Europa e do mundo.

“O reconhecimento do sucesso inequívoco do FIMM deve-se designadamente às orquestras sinfónicas nacionais e europeias, grupos de música coral, instrumentistas e cantores líricos nacionais e internacionais”, pode ler-se.

Bem como, acrescenta o despacho, “a outras várias atividades paralelas, nomeadamente, cinema, exposições, música para crianças, visitas guiadas e conferências, divulgação de jovens talentos nacionais, gastronomia e cooperações culturais com parceiros transfronteiriços”.