Lisnave repara navio sísmico topo de gama

O “Ramform Atlas”, um dos maiores navios sísmicos e de pesquisa do mundo, encontra-se desde o início da semana nos estaleiros da Lisnave, em Setúbal, onde irá ser submetido a algumas reparações. Trata-se de uma embarcação norueguesa que integra o leque das maiores e mais importantes a nível mundial na tarefa de recolher dados e mapear o fundo do mar.

Com 7.000 toneladas, o navio, construído em 2014 e propriedade da empresa PGS Geophysical, é um dos que costumam ser utilizados para mapear e modelar o fundo do mar, recolhendo dados fundamentais para as empresas que se dedicam à exploração de fontes de energia, nomeadamente de petróleo e gás. É considerado, entre as embarcações que efetuam trabalhos geológicos, uma das mais completas e capazes, devido à qualidade do equipamento e também aos meios de propulsão de que dispõe.

A importância destes navios e da tarefa que executam explica-se, também pela obrigatoriedade que as suas tripulações têm de compreender as estruturas do subsolo, uma vez que existem riscos elevados associados a projetos de perfuração e que têm a ver com camadas instáveis ou bolsas de gás.

Os trabalhos que agora estão a ser realizados em Setúbal, em doca seca, incidem sobre os sistemas de propulsão, direcional e posicionamento dinâmico por satélite. Serão ainda realizados trabalhos no casco e de pintura, assim como em algum do equipamento sísmico que equipa a embarcação.

O “Ramform Atlas” tem 104 metros de comprimento e 70 metros de boca (largura). Estas características, associadas à qualidade do equipamento específico, fazem com que o navio possa ser utilizado em tarefas onde, por norma, seria necessária a presença de dois.