Metro prevê expandir rede para Barreiro, Moita e Costa da Caparica

Só para o ano se devem atingir os 15,5 milhões de passageiros alcançados em 2019. No primeiro trimestre, comparativamente com 2020, o número de utilizadores baixou 41%.

A administração da Metro Sul do Tejo (MTS) admite que os próximos investimentos na Área Metropolitana de Lisboa relativamente aos transportes públicos incluam a expansão da rede até aos concelhos do Barreiro, Moita e ainda até à Costa da Caparica (Almada).

Em resposta a uma questão do Semmais, a administração refere que “a MTS está convicta que, de acordo com as informações veiculadas por diversas entidades responsáveis pela mobilidade aos mais diversos níveis, os investimentos previstos para a mobilidade na AML incluem a conclusão da extensão prevista para os concelhos do Barreiro e da Moita e para a Costa da Caparica”.

A concretizar-se este investimento, cujo valor ainda não foi divulgado, “a península de Setúbal ficaria assim dotada de uma rede de metro que potenciaria fortemente a transferência do transporte individual para o coletivo, nomeadamente com a articulação com os modos pesados –  ferroviário e fluvial – sem esquecer o reforço que existiria nas deslocações internas, complementada pela rede fina de distribuição que o modo rodoviário irá implementar”, referem os responsáveis da MTS.

 

MTS confiante na eficácia da vacinação para começar a retoma

A empresa refere também que ainda este ano, com a vacinação e consequente desconfinamento, o número de utilizadores possa começar a aumentar e que em 2022 consiga atingir os valores alcançados em 2019: 15,5 milhões de passageiros. São previsões que, contudo, contrariam largamente a tendência observada no primeiro trimestre deste ano, com os valores comparativos com igual período do ano transato a demonstrarem uma quebra de 41%.

Em 2019 o número de passageiros correspondia a uma subida, face ao ano anterior, de 26%. Era um valor que mostrava o crescimento da MTS e que, no entender dos responsáveis, justificava a expansão. No entanto, um ano depois da pandemia, as quebras acentuaram-se e chegaram aos 30%.

Até que se concretize a retoma, a empresa vai procedendo a melhorias, como é o caso da iniciada segunda-feira, com trabalhos de esmerilagem corretiva do desgaste ondulatório dos carris. Trata-se de uma obra a decorrer até 19 de junho, no troço entre Cacilhas e o Laranjeiro.

Estes trabalhos, que avançam a um ritmo diário calculado entre 800 e 900 metros, destinam-se a eliminar o ruído das composições. Segundo a empresa, o custo estimado é de 150 mil euros.