Cabeça de lista do PAN diz que requalificação do Ginjal é fundamental para Almada

O cabeça de lista do PAN nas eleições autárquicas para a câmara de Almada defendeu hoje que a requalificação da zona ribeirinha do Ginjal, em termos de reabilitação urbana e mobilidade, deve ser uma prioridade estratégica do concelho.

“A questão do Ginjal é de extrema importância pois na realidade interceta uma série de dimensões: interceta a reabilitação urbana, interceta a mobilidade e interceta também questões sociais”, disse Vítor Pinto durante uma ação de campanha, que incluiu a visita a uma colónia de gatos naquela zona ribeirinha de Almada.

“Tem que haver uma estratégia desenhada de forma articulada, entre as diferentes dimensões – dimensão da mobilidade, da reabilitação urbana e da preservação ambiental. Toda aquela zona merece um olhar diferente, um olhar diferenciado que permita, além da reabilitação daquele património, que tem um valor incalculável, aliado a todo o estuário do Tejo, a forma como esse património pode ser capitalizado num desenvolvimento económico sustentável”, acrescentou.

Vítor Pinto, que falava à agência Lusa depois de acompanhar uma visita da líder do PAN, Inês de Sousa Real, à zona ribeirinha de Almada, lamentou também que a Câmara Municipal ainda não tenha tido uma solução para a requalificação daquele espaço, que “também faz a transição de diferentes modos de mobilidade, designadamente do transporte fluvial para modos de transporte mais suaves e para o transporte coletivo do Metro de Superfície”.

Embora reconheça que a zona do Ginjal é de uma “grande sensibilidade, porque é preciso garantir a sustentação da encosta, considerar os efeitos das alterações climáticas e também a questão do saneamento e da poluição”, Vítor Pinto lamenta o que diz ter sido a “apatia” da atual maioria socialista no município.

“Não compreendemos como é que durante estes últimos quatro anos a edilidade, com uma maioria PS, tal como o Governo, não teve a capacidade de reunir os diferentes agentes, os investidores privados, a finança e a autarquia, enquanto mediador, para conseguir construir uma solução que conseguisse mitigar toda aquela problemática, que todos os anos custa ao município milhares de euros, por não ter a mesma capacidade que Lisboa tem de capitalizar toda a frente ribeirinha”, disse.

O atual executivo da Câmara Municipal de Almada é governado pelos socialistas com quatro eleitos, a CDU também tem quatro, o PSD dois e o BE um.

Além de Vítor Pinto, do PAN, concorrem à presidência da Câmara de Almada a atual presidente, Inês de Medeiros (PS), Maria das Dores Meira (CDU), Nuno Matias (PSD/CDS-PP/Aliança/PPM/MPT), Joana Mortágua (Bloco de Esquerda), Bruno Coimbra (Iniciativa Liberal) e Manuel Matias (Chega).

As eleições autárquicas estão marcadas para domingo.