Almada dá início à irradicação de habitações precárias e barracas

Autarquia diz que a habitação degradada é um problema sério que não tem sido devidamente combatido. Agora, numa primeira fase, prepara-se para gastar 865 mil euros num projeto global que ultrapassa os 10,8 milhões.

A erradicação das habitações precárias e abarracamentos é uma das prioridades da câmara de Almada que, recentemente, aprovou o início da construção de 95 fogos de renda acessível. Trata-se de um projeto deliberado no verão do ano passado e que, nesta fase, tem um custo estimado de cerca de 865 mil euros.

Em declarações ao Semmais o vereador Filipe Pacheco, que tutela, entre outros, o pelouro da Habitação, disse que “os 95 fogos habitacionais destinam-se todos a renda apoiada, para realojamento de agregados familiares residentes em habitação precária – áreas previamente identificadas pela autarquia e consideradas de risco, incluindo barracas – estando esta operação enquadrada na Estratégia Local de Habitação, aprovada em julho de 2021”.

A habitação social cuja construção foi agora aprovada deverá contemplar, através da construção de quatro blocos habitacionais, residentes em territórios considerados prioritários, tais como o “Segundo Torrão”, na Trafaria, e as “Terras de Lelo e Abreu”, na Costa da Caparica.

 

Programa promove a inclusão social e territorial

“Esta proposta visa apoiar a promoção de soluções habitacionais para que as pessoas que vivem em condições indignas e que não dispõem de capacidade financeira, previamente verificada, possam suportar o custo de acesso a uma habitação adequada. Este programa incentiva uma abordagem integrada e participativa, que promove a inclusão social e territorial, a concretizar através de uma nova figura de governação e planeamento estratégico, as Estratégias Locais de Habitação, tendo Almada sido um dos primeiros municípios a ter este trabalho consolidado”, acrescentou o autarca.

Filipe Pacheco disse também que “nas últimas décadas o município de Almada teve uma grande lacuna no que respeita à construção e requalificação de habitação”, pelo que, adiantou, este é agora um setor apontado como “central e fundamental para a vida dos almadenses”.

De acordo com o mesmo responsável municipal, os 95 fogos de renda acessível deverão estar concluídos em junho de 2025. Esta primeira fase dos trabalhos é, no entanto, apenas uma parte de um todo muito mais impactante em termos financeiros. De acordo com Filipe Pacheco a candidatura apresentada no ano passado ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), através do programa 1º Direito, prevê um investimento total superior a 10,8 milhões de euros.