Chefs on Fire animam Ginjal até domingo

Seis chefs em ascensão montaram as suas cozinhas no Ginjal no Pop-Up de Almada. Uma degustação ao som da música nacional e com uma vista de cortar a respiração.

Os Chefs on Fire, iniciativa que já passou por Cascais e pelo Estoril, aportaram este fim-de-semana no Ginjal, Almada, na primeira experiência de “slow cooking” no distrito.

O evento, que o município almadense acolheu de forma pioneira e experimental, junta seis chefs renomados e em ascensão, oferece música ‘non stop’ nacional e o resto é dos convivas, nomeadamente a panorâmica que o Tejo da margem Sul oferece.

A experiência arrancou esta sexta-feira e decorre até domingo, com almoços preparados ao fogo e de forma lenta, a partir da 12h00  até às 17h00, e jantares entre as 18h00 e as 23h00. É também uma mega refeição exclusiva, porque contempla uma degustação de cinco pratos apenas para um número máximo de 300 pessoas.

Manuel Liebaut e Robald Sin, ambos chefs do restaurante Fogo, abriram esta sexta-feira as hostilidades. Amanhã, sábado, seguem-se as ementas de Marlene Vieira, do restaurante Marlene, e André Cruz, do Feitoria, sendo que o festival de comida ao vivo encerra com os cardápios dos chefs Skay Ola, do restaurante Queimado, e Anais Almeida, do Kitchenette.

A presidente da câmara de Almada, Inês de Medeiros refere que este Pop-Up pretende “dar vida e dinamizar esta zona do concelho, que é mágica, com este jardim do rio, promover a alta cozinha que temos já em Portugal, e trazer a Almada novos e talentosos chefs, fenómeno que atraia cada vez mais pessoas”. “O evento é limitado, mas trabalha bem o ambiente deste conceito, boa comida, bom espaço e boa luz. Vale a pena”, acrescenta.

Inês de Medeiros não sabe ainda se a ideia vem mesmo para ficar, mas não tem dúvidas de que é mais um acrescento “para a constante melhoria da qualidade de vida dos almadenses”. Além de que, sublinha, “aumenta as oportunidades de conhecer outras realidades, outras pessoas do panorama nacional, abrindo o concelho ao exterior”.

Para já fica a experiência, dado que se trata de “uma iniciativa transversal, que promove o território e mobiliza a comunidade, e acentua as potencialidades turísticas do concelho”, diz a autarca.

Sobre o ano turístico, Inês de Medeiros tem “boas perspetivas”, embora refira ao Semmais o problema estrutural da falta de oferta de camas. “Temos muito turismo sazonal, excelentes praias, mas pouco alojamento hoteleiro, considerando as potencialidades e a dimensão do setor no concelho”, afirma. Mas garante que estão em marcha vários projetos nesta área, “alguns em curso, outro com projetos já entregues, outros em preparação, mas tudo depende dos investidores privados”.

Uma ‘guerra’ que o forte alojamento local não resolve, porque, diz a presidente, essa é uma área que “tem coisas positivas mas que também traz problemas”.