Atividade, que convida à participação todas as mulheres e que integra o programa “Março Mulher”, decorre entre as 10h00 e as 19h00 no Largo Eduardo Maria Duarte, no Bairro 2 de Abril, onde cresceu a cantautora setubalense A Garota Não que inspira a frase do mural que irá ser pintado num muro de 200m.
O Bairro 2 de Abril, em Setúbal, acolhe neste próximo domingo a pintura do mural “Liberdade, Querida Liberdade”, que será o terceiro a ser pintado no âmbito do projeto “Histórias que as Paredes” contam.
A convidar à participação das mulheres, segundo a organização, a atividade integra no programa “Março Mulher”, decorrendo entre as 10h e as 19h no Largo Eduardo Maria Duarte e que irá consistir na pintura do mural, com cerca de 200m, disponibilizado pela freguesia de São Sebastião, com a frase “Liberdade, querida liberdade. O nosso chão tem sonhos e vontade” – extraída da “Canção a Zé Mário Branco”, escrita por Cátia Mazari Oliveira, mais conhecida como A Garota Não, que se irá inserir numa imagem da autoria da artista Freya Dutta, que colheu ainda os contributos de outras artistas como Lala Berkai e Dília Fraguito Samarth.
“A associação feminino/liberdade faz pleno sentido no mês em que mulher tem o seu Dia Internacional e no ano em que a Revolução dos Cravos celebra o seu cinquentenário. E, dada a frase escolhida, que melhor bairro para a receber do que o 2 de Abril, onde cresceu a sua autora?”, assinala Helena de Sousa Freitas, coordenadora do “Histórias que as Paredes Contam”.
De acordo com a organização as inscrições para a participação na atividade podem ser feitas até sábado, através do e-mail ldm@montedeletras.pt . Além da roupa adequada para a pintura, as participantes devem também levar “pincel e/ou trincha”.
O “Histórias que as Paredes Contam – 50 anos de Muralismo em Setúbal”, decorre em desde 5 de setembro de 2023, concentrando um conjunto das iniciativas que integram também o Programa das Comemorações Nacionais dos 50 anos do 25 de Abril.
Representativas destas iniciativas são as conversas com especialistas nacionais e estrangeiros. Em Setúbal estiveram já nomes como Mono González (em setembro), artista chileno considerado o mais antigo muralista do mundo e Bill Rolston (janeiro), Catedrático Emérito da Universidade do Ulster. Das figuras nacionais, destaque para Margarida Mata, diretora artística da revista FOmE, e José Teófilo Duarte, diretor de arte e curador.
O programa contemplou também a pintura de murais, como a participação no “Painting for Palestine”, em janeiro, numa ideia lançada por Bill Rolston que levou à representação do desenho “A window to a free country” da artista palestiniana Azhar Al Majed na Avenida Manuel Maria Portela, que pouco depois foi vandalizado, mas, entretanto, durante o mês de fevereiro, recuperado por iniciativa da organização.
Até ao fim deste ciclo estão a ser preparados ainda um livro e um documentário sobre o muralismo sadino, uma exposição fotográfica e a pintura de mais murais.



