Seixal acolhe Festival Internacional de Cinema do Saara Ocidental até quinta-feira

Certame que promove a luta do povo saarauís, arrancou ontem com a exibição de “Desert Phosfate” de Mohamed Sleiman Labat. Até quinta-feira podem ser vistos ainda os filmes “Campos Elísios”, de Giuseppe Carrieri, “Pequeno Saara” de Emilio Martí e “Hamada” de Eloy Dominguez Séren.

O Auditório do Fórum Cultural do Seixal é palco até quinta-feira do FiSahara – Festival Internacional do Saara Ocidental, um certame que promove a arte e os direitos humanos, com o objetivo de consciencialização internacional para o conflito vivido naquela zona do globo, com destaque para a ação marroquina no Saara Ocidental, considerada repressiva.

Tendo arrancando na noite de ontem com a exibição da película “Desert Phosfate” de Mohamed Sleiman Labat, o festival tem prevista ainda a apresentação de três outros filmes, sempre com sessões às 21h30. Em programação está “Campos Elísios”, de Giuseppe Carrieri; e “Pequeno Saara” de Emilio Marti”, ambos esta noite. Depois na quinta-feira será exibido “Hamada” de Eloy Dominguez Séren.

“É um orgulho recebermos, mais uma vez, uma extensão deste festival de cinema tão simbólico. Esperamos que, à semelhança dos anos anteriores, os amantes da sétima arte venham ao nosso concelho desfrutar das obras cinematográficas programadas”, sublinha Paulo Silva, presidente da câmara do Seixal, citado na nota recebida pela nossa redação. O autarca destacou ainda o facto de este ano este festival integrar as comemorações dos 50 anos do 25 de abril do município.

O FiSahara nasceu em 2003 por saarauís, povos originários do Saara Ocidental, sendo desde então um festival anual de cinema e de cultura de direitos humanos que procura “entreter e capacitar o povo saarauí através do cinema, adotando-o como uma ferramenta de autoexpressão, resistência cultural e ativismo dos direitos humanos”.

Além do festival, o projeto promove ainda uma escola da cinema aberta durante todo o ano, a Escola de Formação Audiovisual Abidin Kaid Saleh, que segundo a mesma nota “oferece formação prática a jovens refugiados saarauís, para que possam contar as suas próprias histórias e criar filmes educativos e culturais para as suas comunidades e para serem vistos em todo o mundo”.