Trafaria acolhe primeira edição do Festival de Arte Digital

Em exibição vão estar obras resultantes da residência que contou com artistas como Beth Walker, João Cabral, João Frazão, José Taborda, Lua Carreira, Marta Castelo e Pablo Diaz, Robert Allison e Tiago Rorke.

A ligação entre a arte entre a arte e a tecnologia e como estas promovem e influenciam a criatividade e a inclusão são as principais abordagens da “Periphera”, a primeira edição da Festival de Arte Digital da Trafaria que se realiza entre 8 e 10 novembro, promovido pela Universidade Nova em parceria com a câmara de Almada, sendo financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência no âmbito do programa Comunidades em Ação.

“A universidade está a iniciar uma ligação entre as áreas da arte e a tecnologia. Através dessa plataforma estão a ser organizados projetos, eventos e formação. A parceria com a autarquia que já vinha de trás e este festival resulta também um pouco desse processo, numa tentativa de construirmos algo mais concentrado e maior”, sublinha ao Semmais Nuno Correia, docente na Universidade Nova e membro da organização.

Salta à vista na programação deste festival, que decorrerá em locais como o Convento dos Capuchos, Presídio da Trafaria e Casino da Trafaria, uma exposição permanente que reúne várias disciplinas e resulta de uma residência artística com oito artistas, nomeadamente Beth Walker, João Cabral, João Frazão, José Taborda, Lua Carreira, Marta Castelo e Pablo Diaz, Robert Allison e Tiago Rorke. “Há uma ligação especial com o público, porque as pessoas podem em alguns trabalhos tocar nos objetos e causar reações nas obras de arte. Outro exemplo que posso dar são os desenhos em azulejos, onde as crianças desenham os azulejos e depois existe uma máquina para interpretar e reproduzir”, revela o mesmo responsável.

Programa promove a discussão sobre impacto da IA

Além desta exposição compõem o alinhamento, com convidados nacionais e internacionais, atividades como performances, palestras, workshops e showcases de projetos e empresas. Indo ao encontro de um assunto da atualidade está prevista uma discussão sobre a utilização inteligência artificial, mais concretamente sobre o impacto dessa ferramenta nas indústrias criativas, que vai estar em análise na conferência “Art in the age of AI” com Candy Flores, co fundadora da Dimmersions e considerada uma das 100 mulheres mais influentes da tecnologia mundial.

Muito mais do que acolher artistas emergentes e convidados portugueses e estrangeiros de renome no mundo tecnológico artístico, esta iniciativa pretende também deixar uma marca na Trafaria e na região. “Um dos nossos grandes objetivos é que este festival seja aberto à comunidade e que possa ter impacto na Trafaria, no concelho de Almada e porque não em toda a região. Queremos posicionar este polo como ponto para a criatividade e inovação”, afirma Nuno Correia.