Suspeitos de angariação de mão-de-obra ilegal em Sesimbra com apresentações periódicas

As três pessoas detidas quarta-feira numa operação de combate à exploração de mão-de-obra estrangeira em Almada e Sesimbra, dois homens e uma mulher, vão aguardar julgamento com apresentações periódicas às autoridades.

Segundo a mesma fonte, depois de serem presentes a primeiro interrogatório no Tribunal de Setúbal, os dois homens detidos na operação batizada com o nome “Dignitas”, ficaram sujeitos a Termo de Identidade e Residência (TIR) e com a obrigação de apresentações trissemanais.

Estes dois arguidos terão ainda de cessar a atividade da pesca e estão proibidos de contactar com as vítimas e de frequentar ou permanecer no Porto de Sesimbra, na Docapesca e na Lota de Sesimbra.

A mulher detida na mesma operação, que tem uma filha menor de um dos arguidos, ficou com TIR e com a obrigação de apresentações bissemanais às autoridades.

Os três arguidos tinham sido detidos numa operação desenvolvida pela Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF), no âmbito de um inquérito criminal tutelado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Évora, que investiga os crimes de angariação e exploração de mão-de-obra ilegal, fraude fiscal, falsificação de documentos e falsidade informática.

Na operação policial que decorreu em Almada e Sesimbra,  participaram mais de 130 militares, elementos da Autoridade Tributária (AT), da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), de equipas multidisciplinares especializadas para a assistência a vítimas de tráfico de seres humanos da Associação para o Planeamento da Família (APF) e magistrados do Ministério Público.