Nova escola em Fernão Ferro poderá acolher cerca de 275 alunos

Infraestrutura, dedicada aos alunos do 1.º ciclo e jardim de infância, vai ser edificada na zona das Lagoas. Município quer equipamento a funcionar no início do próximo ano letivo.

A obra de construção da futura Escola Básica do 1.º ciclo e jardim de infância das Lagoas, na freguesia de Fernão Ferro, concelho do Seixal, já foi adjudicada pela autarquia que vai investir no equipamento 4.410.820,04 euros.

O alargamento desta oferta educativa naquela zona era muito ambicionada pelo município, já que se trata de uma das áreas do concelho com maior crescimento da comunidade em idade escolar. “Trata-se de um projeto que contempla oito salas de primeiro ciclo e três de jardim de infância, que poderão acolher cerca de 275 alunos. Estamos a falar de uma freguesia em franco crescimento, que tem necessidades nesta questão educativa que estamos a procurar colmatar”, explica ao nosso jornal Paulo Silva, presidente da câmara do Seixal.

Para tentar dar uma rápida resposta a estas carências, a autarquia espera que a empreitada esteja concluída a tempo do novo equipamento estar a funcionar já no próximo ano letivo. “O que fizemos foi lançar um concurso de conceção e construção, para ver se conseguimos que a escola esteja pronta nessa linha temporal. Já tínhamos projetado a nova escola do Pinhal do General, que tem doze salas de primeiro ciclo e três de jardim de infância, mas como é uma obra que vai demorar mais tempo a câmara optou por uma resposta mais urgente. Por isso surgiu este concurso para o Parque das Lagoas com uma tipologia de construção mais célere”, clarifica o edil.

Impasse com a escola secundária motiva críticas

Na conversa com o nosso jornal, Paulo Silva, aproveitou para destacar o esforço da autarquia em investir neste tipo de infraestruturas e criticar o Governo sobre o projeto da Escola Básica e Secundária de Fernão Ferro, que ainda não saiu do papel. “Estamos a falar da única freguesia do Seixal que não tem uma escola desta natureza, o que, para a realidade atual, é impensável. Conseguimos, com muita reivindicação, que há um ano fosse aprovada esta construção pela tutela, mas aquando da negociação do Orçamento de Estado, o PSD e o PS chumbaram a proposta do PCP, que incluía no documento a verba para a construção do equipamento. Lamentamos que esses partidos não estejam ao lado da população de Fernão Ferro. O projeto está parado”, reiterou Paulo Silva.

O autarca mantém, por isso, a reivindicação da nova escola, ainda mais pela pressão que está a criar noutros equipamentos do concelho. “A maioria dos alunos de Fernão Ferro, que chegam ao 3.º ciclo e secundário, passam a frequentar a Carlos Ribeiro, que é a escola com maior lotação. Está a arrebentar pelas costuras, tendo, neste momento, mais de mil alunos. Quando não é possível irem para ali, vão para a Escola António Augusto Louro ou então têm de ir para Sesimbra”, sublinha.