Galitos FC quer estar ao melhor nível entre a elite do basquetebol nacional

Emblema do Barreiro não quer entrar em euforias, depois de ter cumprindo uma grande época. Muitas saídas criam dúvidas sobre a performance da equipa, mas o espírito é positivo.

Depois de no ano passado passado ter terminado em 6.º lugar na fase regular, ter disputado os playoff e chegado aos ‘quartos’ da Taça de Portugal, o Galitos FC, do Barreiro, está motivado para a nova temporada e quer continuar ao melhor nível entre a elite do basquetebol nacional.

O mote é dado ao Semmais pelo treinador Henrique Pina, que segue ao leme do único emblema do distrito a disputar a máxima divisão da modalidade em Portugal. “A filosofia do Galitos continua a ser a mesma. A estrela é o clube, não há estrelas individuais. O clube é honesto e trabalhador, com a sua estrutura que, mesmo não sendo profissional, cumpre os princípios e os objetivos com os seus atletas. O objetivo e darmos seguimento ao que fizemos no ano passado e estarmos presentes nos momentos decisivos das competições”, sublinha o técnico.

Um dos desafios foi a saída de vários jogadores, pelo menos seis, todos de peso. Só para o Sporting, um dos candidatos ao título nacional, saíram os portugueses Rui Palhares, Miguel Correia e o americano Robby Robinson. “Foi pena não conseguirmos manter esse núcleo duro, mas estamos a falar de jogadores que foram para contextos melhores, tanto desportivos como financeiros. A preocupação imediata foi perceber como iriamos substituir os atletas portugueses. Tínhamos muita qualidade e queríamos ter jogadores, mais ou menos com as mesmas características. Conseguimos ir buscar o João Silva, o Bernardo Lisboa e o Diogo Runge, que são jogadores que têm produto e acredito que vão desenvolver as suas qualidades”, explica Henrique Pina

Encaixe dos estrangeiros é sempre importante

Outro fator que influenciou a construção do plantel foi a contratação de estrangeiros, que pela maturidade competitiva e qualidade individual, bem aplicados, costumam ser elementos de grande desequilíbrio no basquete nacional. “A ideia era manter a filosofia do ano passado e ir buscar jogadores semelhantes e com as mesmas características dos que cá estavam, como o Malcolm, o LJ e o McCadden, sendo que este seria sempre difícil de substituir, porque é muito evoluído. Com a chegada dos novos atletas portugueses, o objetivo era encaixar os internacionais neste modelo e torná-los numa mais-valia”, sublinha o técnico, aludindo à chegada dos americanos Reggie Raynor, Brayden Carter, Elijah Watson e Khristion Courseault, do canadiano Georges Lefebvre e do australiano Kyle Leslie.

Ultrapassado o período de adaptação e o início da competição, ainda persistem algumas dúvidas, mas Henrique Pina acredita no futuro coletivo da equipa. “Neste momento estamos a competir e a passar aquilo que queremos para os jogadores. Queremos sempre que a equipa seja bem agressiva na defesa, bastante controlada no ataque e que a bola seja partilhada entre todos, à espera do melhor lançamento e da melhor oportunidade para concretizar”, defende.