Espetáculo encenado por Sara Rebello da Silva e interpretada por Afonso Lagarto e Brienne Keller exploram em cena um universo de simplicidade poética, com humor e muito sentimento, explorando o imaginário do público mais jovem.
A Companhia de Atores leva à cena este domingo na Casa da Música Jorge Peixinho, no Montijo, o espetáculo “Mundeu”, com sessão marcada para as 14h30. O espetáculo destinado mais concretamente para bebés e crianças, propõem-se a uma descoberta da beleza das pequenas coisas, explorando a simplicidade poética e o humor.
O espetáculo conta com a encenação de Sara Rebello da Silva e é interpretado por Afonso Lagarto e Brienne Keller, que colaboraram na criação do mesmo, juntamente com a encenadora. “Este espetáculo nasceu de uma ideia que tive, mas que só tinha ainda algumas palavras e teve num computador, ali até 2021. Resolvi pegar no texto e depois lançar o desafio de transformar em espetáculo, propondo à Companhia de Atores, que aceitou a ideia. Desafiamos o Afonso e a Brienne e o espetáculo foi sendo criado, porque eu tinha uma ideia da história e algumas ideias para a cena, com algum impacto, mas bastante minimalista e simples, a apostar em algo mais poético e no humor, com alguma luz e música”, explica ao Semmais a autora do espetáculo.
Para Sara Rebello Silva, apesar da peça tratar com especial atenção o público mais jovem, um dos objetivos da criação era também chegar ao restante tipo de espetador, como as famílias. “Não queria que a coisa fosse infantil. Queria algo para a infância, naturalmente, mas que a história fosse entendida por bebés, crianças e adultos a níveis diferentes. O objetivo era criar algo que fosse prazeroso, acessível e bonito para toda a família. Por isso é que temos aquele encantamento, os aspetos mais visuais que captam a mensagem e que chegam aos bebés, mas também uma narrativa que pode ser acompanhada pelas outras crianças e pelos familiares”, refere a encenadora.
Exploração dos diversos sentimentos
É então através de uma simplicidade cénica e de figurinos que Afonso Lagarto e Brienne Keller levam o público ao um universo poético, com humor, sentimentos, mas também com música e movimento. “São duas personagens que se conhecem ali naquele momento. Têm maneiras de ser diferentes, cada um tem o seu universo e o seu mundo e, portanto, há ali uma descoberta desses dois mundos, um encantamento para se explorar o universo de um de outro, ao ponto de esquecerem um bocadinho do seu próprio mundo. É uma aventura, uma descoberta sobre o valor das coisas”, sublinha Sara Rebello Silva.
A peça explora também a proximidade junto do público, jogando também com os sentimentos e referências de pertença com as crianças. “Procuramos criar aqui esta ligação através de coisas simples, do dia a dia das crianças, quando ficam tristes, quando amuam, quando há tristezas ou felicidade. Eles percebem muito bem os sentimentos envolvidos nas reações das personagens. E como não há, propriamente, palavras no espetáculo, elas chegam lá através das coisas divertidas, da música, das luzes e das expressões”, explica a autora.



