Artista sobe ao palco com a sua experiência de mais de três décadas de carreira, reunindo, neste novo trabalho, temas com companheiros de longa data e outros novos valores do jazz nacional.
A Casa da Música Jorge Peixinho recebe esta sexta-feira, a partir das 21h30, o espetáculo “Riff Out”, das Produções Real Pelágio. O concerto de jazz reflete o mais recente trabalho do artista Sérgio Pelágio, que leva a palco a experiência de mais de três décadas de carreira.
“Este disco, editado em 2023, inclui músicas de diferentes períodos da minha carreira. Tenho temas que fiz para espetáculos de dança, outras que tinha feito há muito tempo, mas que nunca tinha gravado e alguns originais que fiz para este disco. Pensámos que seria importante, neste trabalho, dar uma roupagem própria, alguma uniformização às músicas, porque foram feitas em contextos diferentes, para o disco ser ouvido e sentido como um todo”, explica o guitarrista ao nosso jornal.
Para concretizar este projeto, considerado, por diversos críticos, como um dos melhores discos nacionais de jazz em 2023, Sérgio Pelágio recorreu a companheiros de longa data, mas também a jovens valores. “O disco foi gravado em sexteto, embora a versão que vamos apresentar no Montijo seja mais reduzida, em quarteto, o que fazemos várias vezes. Neste caso, além de mim, na guitarra elétrica, vou ter o Tomás Marques, no saxofone alto e tenor, que é um músico muito jovem mas incrível, o baterista Bruno Pedroso e o contrabaixista e baixista elétrico Mário Franco, com os quais colaboro há muitos anos. São uns companheiros indispensáveis para o som deste disco”, sublinha.
No espetáculo, além de tocarem temas do “Riff Out”, ao Semmais, Sérgio Pelágio revela que também terá no alinhamento músicas do trabalho “Gust 9723”. “No Riff há uma coisa muito comum que é os temas partirem de pequenas frases, pequenos trechos de acordes curto e simples que procuram ir beber a diversas sonoridades. No ‘Gust 9723’ tenho algo mais diferente. Utilizo alguma eletrónica, outros instrumentos e faixas pré-gravadas, o que dá uma sonoridade um pouco diferente ao nosso quarteto”, refere o guitarrista.
Questionado sobre sonoridades e inspirações dentro do jazz, o artista admite a existência de várias influências. “Tenho uma tendência e gosto de me deixar contaminar por outras influências. Tenho o rock bastante forte em alguns temas, mas depois procuro muito a improvisação, algo muito importante no jazz. Depois, ainda há a música de cinema, para dança e popular”, explica.



