Lançamento do disco “Já Passaram Dez Anos” encerra aniversário da Mascarenhas-Martins

Companhia montijense gravou as dez canções escritas por Levi Martins, um dos fundadores e diretor da estrutura, apresentadas em Janeiro no espetáculo homónimo e que refletem a trajetória desta estrutura.

A Casa da Música Jorge Peixinho, no Montijo, acolhe na tarde deste sábado a apresentação e escuta integral do disco “Já Passaram Dez Anos”, uma atividade que marca o encerramento das comemorações do 10º aniversário da companhia Mascarenhas-Martins.

O disco é composto por dez canções, apresentadas em concerto no início do ano e que foram escritas por Levi Martins que, juntamente com Maria Mascarenhas, fundou a companhia. “A certa altura apeteceu-me tentar escrever canções que, de alguma maneira, condensassem, não de uma forma completamente narrativa e cronológica, os temas principais destes nossos dez primeiros anos. Até porque era algo diferente, quando se faz uma comemoração muitas vezes aquilo que é feito são exposições, publicações, representações artísticas”, refere o diretor da Mascarenhas-Martins, em conversa com o nosso jornal.

É então nestes dez temas originais que podemos observar fundamentalmente o percurso da companhia montijense e também das pessoas que estão dentro dela. “A primeira canção, por exemplo, chama-se “Uma mini na serra” e é especificamente sobre a fase em que eu e a Maria nos conhecemos na Escola Superior de Teatro e Cinema; depois temos umas abordagens um pouco mais abstratas, por exemplo com a “Não Vai Dar”, numa tentativa de representação dessa afirmação que foi feita por várias pessoas, de que este projeto seria impossível”, explica Levi Martins.

Sem querer “rotular excessivamente” a natureza da sonoridade do disco, o mesmo responsável destaca a aposta entre “um rock mais agressivo e um lado orquestral” dos temas. “Não queria propriamente afunilar num género, porque a intenção era criar um disco com alguma diversidade estilística. Acaba por refletir um pouco o meu percurso na música, em formato de banda. Temos temas mais agressivos com riff de guitarra e outros mais simples, quase com guitarra acústica e voz”, acrescenta o diretor da estrutura.

Na conversa com o nosso jornal, Levi Martins aproveitou para anunciar que foi homologada à companhia a renovação do Apoio Sustentado da Direção-Geral das Artes para o quadriénio 2027-2030, um financiamento do Estado que se verifica desde 2023. O montante estimado é de 180 mil euros anuais para concretizar as suas atividades e ainda assegurar a programação da Casa da Música Jorge Peixinho.