Câmara de Setúbal aprova auditoria financeira à gestão entre 2017 e 2025

A Câmara de Setúbal aprovou por unanimidade a contratação de uma auditoria financeira à gestão municipal dos mandatos 2017-2021 e 2021-2025, a realizar por entidade externa, anunciou a autarquia.

A proposta, apresentada pelos vereadores do PS na sessão de câmara de quarta-feira, define como âmbito da auditoria a “identificação dos desequilíbrios estruturais do município e o apuramento da existência de dívida não registada em algum momento do período auditado”, refere um comunicado do município.

A auditoria deverá também “identificar as medidas de gestão” que conduziram a um “aumento da dívida de curto prazo e dos procedimentos de contratação pública a que poderia ter sido dada resposta com menos encargos através de administração direta”.

A proposta aprovada pelo executivo liderado pela presidente Maria das Dores Meira, do movimento Setúbal de Volta (e ex-presidente da autarquia eleita pela CDU), dá como exemplo “a manutenção de máquinas e viaturas”, considerando que nesta área poderia ter havido uma redução de encargos através de administração direta do município.

Em nota de imprensa, os eleitos do PS na Câmara de Setúbal justificam a proposta de auditoria com o “aumento exponencial da arrecadação de receita fiscal nos últimos 20 anos”, a par do “aumento da dívida” do município.

A “diminuição progressiva das taxas de execução dos orçamentos municipais” e a alegada “falta de rigor de anteriores executivos” são outros motivos invocados pelos autarcas socialistas para justificar a auditoria financeira à gestão do município nos mandatos 2017-2021 (em que Dores Meira era presidente, pela CDU) e 2021-2025 (período em que André Martins, do PEV e antigo ‘vice’ de Dores Meira, liderou o executivo, também eleito pela CDU).

A dívida global da Câmara de Setúbal, segundo o vereador Paulo Maia, responsável pelo Departamento de Administração Geral e Finanças da autarquia sadina, “aproxima-se dos 100 milhões de euros“.