Autarca do Seixal pede medidas urgentes para melhorar mobilidade na margem sul

Fertagus

No final de uma reunião com a Fertagus, Paulo Silva, considerou que o problema da mobilidade na margem sul deve ser visto como um todo, defendendo a extensão do Metro Sul do Tejo até aos Foros de Amora, que fica a uma distancia de 1,8 quilómetros da atual estação terminal de Corroios.

O presidente da câmara do Seixal defendeu hoje que “é urgente que o Governo implemente de forma célere” medidas que melhorem a mobilidade da população da margem sul, que todos os dias vive constrangimentos nas deslocações para Lisboa.

Em declarações à agência Lusa no final de uma reunião com a Fertagus, Paulo Silva, considerou que o problema da mobilidade na margem sul deve ser visto como um todo, defendendo a extensão do Metro Sul do Tejo até aos Foros de Amora, que fica a uma distancia de 1,8 quilómetros da atual estação terminal de Corroios.

“É importante que o Governo veja esta obra como prioritária”, salientou.

Segundo o autarca, a extensão do Metro Sul do Tejo poderia minimizar a pressão sobre a Fertagus, já que permitiria transportar pessoas que pretendam apenas deslocar-se para Almada ou usar os barcos em Cacilhas, onde o Metro Sul do Tejo existe.

Nas últimas semanas, o presidente da Câmara do Seixal fez duas viagens de comboio, durante a manhã, para constatar os problemas vividos pela população do concelho, classificando como “desumana” a forma como os passageiros viajam nos comboios da Fertagus, com carruagens sobrelotadas e atrasos no serviço. Após as viagens, o presidente da Câmara Municipal do Seixal solicitou reuniões com a Fertagus, encontro que se realizou hoje, com a Infraestruturas de Portugal (IP) e o Governo.

No final da reunião com a Fertagus, Paulo Silva disse que a empresa justificou a situação com o aumento da procura e com problemas nas infraestruturas da responsabilidade da IP, que obrigam a que percursos que eram feitos a 90 quilómetros/hora são agora feitos a 10 quilómetros/hora, provocando atrasos na circulação e, consequentemente, muitas pessoas nas estações e comboios sobrelotados.

Além disso, adiantou, a Fertagus admitiu que precisa de mais equipamento e que as duas carruagens que já foram adquiridas estão a ser adaptadas e só estarão disponíveis no segundo semestre de 2027.

Face aos problemas e ausência de respostas imediatas que possam resolver os constrangimentos vividos diariamente pela população, Paulo Silva defendeu ainda um debate sobre a mobilidade na margem sul e apelou à assinatura de uma petição lançada pelos utentes para debater o assunto no parlamento.

A petição, lançada no início de janeiro, já tem mais de 8.000 assinaturas.

A Fertagus é a empresa que detém a concessão do transporte ferroviário de passageiros no denominado eixo norte-sul, que inclui a travessia da Ponte 25 de Abril, ligando os distritos de Lisboa e Setúbal, com 14 estações.

Dez estações situam-se na margem sul do Tejo (Setúbal, Palmela, Venda do Alcaide, Pinhal Novo, Penalva, Coina, Fogueteiro, Foros de Amora, Corroios e Pragal) e quatro na margem norte (Campolide, Sete Rios, Entrecampos e Roma-Areeiro).