Presidente da República diz que situação de cheias em Alcácer do Sal é “a mais grave”

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Acompanhado pela presidente da câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, e por outros responsáveis locais e regionais, Marcelo Rebelo de Sousa teve uma vista panorâmica sobre as cheias no Rio Sado a partir do sítio mais alto da cidade, junto à Pousada do Castelo local.

Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que Alcácer do Sal, “é talvez a situação de cheias mais grave” do país, consistindo num “teste à resistência”.

“Nesta situação específica, que é talvez aquela em termos de cheias, de longe, a mais grave que existe em todo o território, não há sinais de melhoria”, afirmou o Chefe de Estado, no início de uma visita à cidade alentejana, cuja baixa está inundada desde a quarta-feira da semana passada.

Acompanhado pela presidente da câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, e por outros responsáveis locais e regionais, Marcelo Rebelo de Sousa teve uma vista panorâmica sobre as cheias no Rio Sado a partir do sítio mais alto da cidade, junto à Pousada do Castelo local.

Ao observar a água sem fim que se estende lá em baixo, onde já não se perceber onde era o leito do rio, que agora mais parece um mar, o Presidente da República admitiu que a vista sobre este cenário “é impressionante”.

Questionado sobre o que mais o preocupa, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que a situação é “um teste à resistência das pessoas”, nomeadamente daqueles que têm de ser retirados das suas casas.

Mas também, continuou, à “resistência daqueles que estão a ver os seus negócios, as suas pequenas casas comerciais e coisas assim a serem atingidas, mas sobretudo das populações isoladas”.

“O processo é cumulativo, quer dizer, é um dia, depois uma noite, depois mais um dia, depois mais uma noite, depois mais um dia, mais uma noite. E os mais jovens têm uma capacidade para resistir e os mais velhos têm menos”, argumentou.