Dramaturgia recupera personagens dos clássicos infantis como Hades, a Rainha Má, Cruela, a Bruxa Má do Oeste e o Capitão Gancho.
“A Noite dos Vilões”, uma peça original da companhia ADN de Palco, apresenta-se no Cinema S. Vicente, no Seixal, este domingo. Este espetáculo destinado às famílias recupera cinco dos mais icónicos vilões dos clássicos infantis, que se veem confrontados com os desafios do mundo moderno.
Com texto e encenação de Daniel Lima e música de Pedro Antunes, a dramaturgia coloca em cena personagens como Hades, a Rainha Má, Cruela, a Bruxa Má do Oeste e o Capitão Gancho que, desta feita, regressam com a boa intenção de reescreverem a sua história.
“A tecnologia tem benefícios, mas rouba alguma da magia destes contos às crianças, que passam cada vez mais tempo em contacto com videojogos, computadores e televisões. Estes vilões apercebem-se de que estão a ser esquecidos e a apagar-se, porque as crianças deixaram de ler e de conhecer estas histórias e personagens. Por isso, decidem voltar, unirem-se e tornarem-se heróis, para que as crianças continuem a conhecer estas histórias”, explica o encenador, em conversa com o nosso jornal.
Para Daniel Lima, a reunião destas personagens, habitualmente ligadas a patifarias e esquemas maléficos, numa lógica de “compreensão dos seus problemas e limitações” e “redenção das suas atitudes” permite transmitir outras mensagens, como a discriminação, os direitos dos animais e os padrões de beleza.
“A Bruxa Má do Oeste decide abrir um blog para contar a sua história e o facto de ter sofrido discriminação por ser verde; o Capitão Gancho, que não tem uma mão, levanta a questão da acessibilidade, porque queríamos perceber como é que com as suas limitações, lida com os telemóveis e aparelhos sem teclas; a Cruela trata da questão da defesa dos animais; e a Rainha Má, da Branca de Neve, recupera a discussão da beleza, dos filtros e dos estereótipos corporais”, explica o dramaturgo.



