Fraternidade

Cimento da verdadeira cidadania, a fraternidade palavra que vem do latim – fraternitate -, significa afecto, união, carinho entre irmãos, amor ao próximo e harmonia entre os homens.

Neste mundo, em permanente mudança, este valor de vital importância torna-se num vector importante na vida.

Quando a fraternidade se mostra e se exibe na nossa conduta, estamos a fazer um acto nobre e feliz num desafio da exigência.

Um dos mestres do movimento rotário escreveu um dia: “a fraternidade e solidariedade são os antibióticos capazes de pôr fi m à aridez de existência na Humanidade. Por isso, devem ser administrados sem olhar às nossas virtudes e méritos, como um dom sempre ao dispor de todos os companheiros e irmãos”.

Direi mais, deve-se estender a todos os membros da comunidade, sem análise de género, política ou religiosa, alicerçada por empatia e convivência partilhadas.

Aliás, se reflectirmos no papel importante das instituições de solidariedade, verificamos que a sua génese assentou numa fraternidade no relacionamento humanitário.

Vivemos num Mundo rodeado de imagens que
demonstram de uma forma clara, a perversidade do ser
humano. Uma guerra silenciosa com discursos que não se
escutam, e cidadãos que se afastam. Se os políticos continuar
a falarem sozinhos, tudo será consumido pelo ruído da
desconfiança e pelo incitamento ao ódio ou à discriminação.

A violência e a adulteração da própria fraternidade absorvida dia a dia, coloca-nos perante a crua realidade de vivermos escassos de solidariedade.

Albert Einstein disse: “O Mundo não será destruído pelo mal, mas por aqueles que os olham e não fazem nada”.

Por vezes, questiono-me sobre as minhas causas. Se não me enganei a respeito das mesmas e só servem somente para notas de rodapé.

Acho convictamente que não.

Elas próprias justificam a minha escrita em riste denunciando um atrofiado egoísmo.

Muitas delas surgem em versões falseadas e completamente desfiguradas, moldadas em pé de barro adverso ao propósito e objectivo.

Só há concórdia onde existe comunhão e fraternidade, estandartes e pilares da civilização.

É utopia? Talvez será… Mas por agora vale a pena mergulhar na reflexão, mesmo que seja mote para o julgamento da nossa opinião.

Artur Vaz – Escritor