Profissionais das escolas de Setúbal em greve por melhores condições de trabalho

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O protesto juntou cerca de uma centena de profissionais da educação no âmbito de uma greve convocada pelo S.TO.P, a segunda paralisação realizada nos últimos 15 dias para denunciar a falta de assistentes operacionais nas escolas do concelho de Setúbal.

Trabalhadores das escolas de Setúbal concentraram-se esta terça-feira junto à Câmara Municipal para exigir mais assistentes operacionais e melhores condições de trabalho, numa iniciativa promovida pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P).

“Temos alertado a Câmara Municipal dos inúmeros problemas que acontecem nas escolas, fruto da falta de assistentes operacionais. Queremos alertar mais ainda os pais e encarregados de educação que qualquer dia vão acontecer acidentes e incidentes e estes colegas não podem ser responsabilizados por isso”, disse aos jornalistas o coordenador-interino do S.TO.P, Daniel Martins.

“Temos escolas que passam tardes inteiras sem vigilância dos seus alunos”, sublinhou.

O protesto juntou cerca de uma centena de profissionais da educação no âmbito de uma greve convocada pelo S.TO.P, a segunda paralisação realizada nos últimos 15 dias para denunciar a falta de assistentes operacionais nas escolas do concelho de Setúbal.

Segundo Daniel Martins, há assistentes operacionais que acompanham alunos com necessidades educativas específicas sem a formação necessária e com “salários miseráveis”, dado que “ao fim de 36 anos de carreira continuam a receber praticamente o mesmo”.

O dirigente sindical criticou ainda a degradação das infraestruturas escolares, lembrando que o parque escolar “está altamente degradado, ainda há estabelecimentos de ensino com amianto e os investimentos previstos são insuficientes para resolver os problemas”.

O coordenador do S.TO.P adiantou ainda que o sindicato pediu reuniões à Câmara Municipal de Setúbal para discutir a situação e considerou que as autarquias “dispõem de mecanismos para contratar mais assistentes operacionais e melhorar as condições destes trabalhadores”.

A greve convocada pelo S.TO.P em Setúbal está integrada num conjunto de iniciativas do sindicato, em que se incluem as manifestações a realizar na quarta-feira, dia de greve geral, no Seixal e em Lisboa, esta última entre o Rossio e a Assembleia da República, em protesto contra as propostas do Governo de alteração da legislação laboral.