Os terminais operados pela Silotagus, localizados no Porto de Lisboa, são descritos como “um elemento essencial da cadeia logística alimentar portuguesa, garantindo a receção, armazenamento e distribuição de produtos fundamentais para a indústria agroalimentar e para a segurança do abastecimento do país”.
O Porto de Lisboa-Setúbal anunciou hoje estar a preparar o concurso para a alienação da participação pública na Silotagus, empresa concessionária dos terminais de granéis alimentares da Trafaria e do Beato.
Em comunicado, o Conselho de Administração do Porto de Lisboa-Setúbal refere que “vai avançar para a contratação de estudos especializados que irão suportar a preparação do concurso” para a alienação da participação na Silotagus, processo que remonta a 2001 e que foi retomado pelo Governo no âmbito do plano Portos 5+.
O objetivo é “definir o modelo mais adequado para o futuro da empresa, assegurando a continuidade do papel estratégico que estas infraestruturas desempenham no abastecimento nacional de cereais e matérias-primas agroalimentares”.
Os terminais operados pela Silotagus, localizados no Porto de Lisboa, são descritos como “um elemento essencial da cadeia logística alimentar portuguesa, garantindo a receção, armazenamento e distribuição de produtos fundamentais para a indústria agroalimentar e para a segurança do abastecimento do país”.
Neste âmbito, os estudos a desenvolver irão analisar diferentes cenários de evolução da atividade, condições de mercado, enquadramento regulatório e mecanismos de proteção do interesse público, de forma a “estruturar um processo competitivo, transparente e alinhado com os objetivos estratégicos nacionais”.
Em outubro de 2025, a administração do Porto de Lisboa-Setúbal e a Silotagus assinaram um contrato de concessão de serviço público da exploração dos terminais de granéis alimentares da Trafaria e do Beato e respetivos silos. Este novo contrato tem uma duração base de 30 anos, com término, em regra, em 30 de junho de 2055.
No âmbito da concessão, a Silotagus fica responsável pela receção, movimentação, armazenagem, expedição, transporte e serviços acessórios de granéis alimentares e produtos conexos nos terminais e silos objetos da concessão.
Citado no comunicado, o presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa-Setúbal, Vítor Caldeirinha, afirma que a iniciativa se enquadra na “estratégia de valorização dos ativos portuários e logísticos nacionais, contribuindo para reforçar a eficiência das cadeias de abastecimento e a competitividade da economia portuguesa”.
Com este processo, o Porto de Lisboa-Setúbal diz pretender criar as condições para “garantir a sustentabilidade e o desenvolvimento futuro de uma infraestrutura considerada estratégica para a segurança alimentar e para o funcionamento da economia nacional”.
“Este ato é um passo decisivo no processo de liquidação da Silopor, que se arrastava desde 2001, retomado pelo Governo e concretiza uma medida central do plano Portos 5+, reforçando o compromisso de reordenamento e requalificação dos terminais da zona oriental de Lisboa, bem como a implementação de uma nova estratégia integrada para a Silotagus”, salienta.





