A Mata Nacional da Machada, no município do Barreiro, está encerrada a partir desta quinta-feira e até ao dia 10 de julho, face à previsão de perigo de incêndio rural muito elevado para o concelho.
A Proteção Civil do Barreiro explica que a previsão de perigo determina “ser necessária a adoção de medidas de condicionamento de acesso, circulação e permanência na Mata Nacional da Machada”.
Segundo a Proteção Civil, as condições meteorológicas previstas são favoráveis à ocorrência de incêndios rurais e consequente dificuldade acrescida nas operações de supressão e rescaldo.
A Mata Nacional da Machada é uma área protegida de cerca de 385 hectares, conhecida como o “pulmão verde” da região, sendo um espaço natural de grande valor ecológico.
Todo o interior Norte e Centro do país está esta quinta-feira sob perigo máximo de incêndio, que atinge também alguns concelhos dos distritos de Faro, Évora e Leiria, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O IPMA colocou ainda em risco muito elevado e elevado todo o restante território de Portugal continental, à exceção de seis concelhos do litoral nos distritos de Braga (Esposende), Aveiro (Ílhavo, Aveiro e Murtosa), Leiria (Peniche) e Lisboa (Lourinhã), numa altura em que o país enfrenta uma nova onda de calor.
O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.
O Governo declarou esta quinta-feira situação de alerta devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.
O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, após uma reunião com a equipa que integra o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde alertou para o “agravamento muito significativo das condições atmosféricas”.
O governante precisou que, “pelo menos até ao dia 6, depois haverá outros momentos de avaliação”, é esperado no interior do país “forte calor, temperaturas superiores a 40 graus, baixíssimos índices de humidade e ventos que podem chegar aos 70 quilómetros por hora ou até mais”.






