Paula Robalo, independente eleita pelo Chega em 2025, renunciou ao cargo na sexta-feira, situação que deixou sem quórum o atual executivo daquela freguesia de Palmela, uma vez que outros dois elementos do executivo, também eleitos pelo Chega, já tinham renunciado ao cargo anteriormente.
A renúncia do terceiro de quatro elementos do Chega no executivo da freguesia da Quinta do Anjo, no concelho de Palmela, deixou a autarquia sem quórum e poderá obrigar a eleições intercalares.
Paula Robalo, independente eleita pelo Chega em 2025, renunciou ao cargo na sexta-feira, situação que deixou sem quórum o atual executivo daquela freguesia de Palmela, uma vez que outros dois elementos do executivo, também eleitos pelo Chega, já tinham renunciado ao cargo anteriormente.
Contactada pela agência Lusa, a demissionária confirmou a sua saída e admitiu que já tinha apresentado um pedido de renúncia no dia 15 de junho.
Paula Robalo esclareceu, no entanto, que esse pedido foi retirado para garantir a aprovação de dois projetos que tinha acompanhado: a aquisição de uma motoniveladora e a contratação dos serviços de limpeza dos arruamentos em toda a freguesia.
“No dia 26 de junho, retirei essa decisão quando percebi que ambos os procedimentos ainda tinham uma etapa por concluir. Por ter acompanhado o trabalho desenvolvido até esse momento, considerei ser minha responsabilidade permanecer temporariamente e contribuir para que essa fase fosse concluída, evitando deixar pendentes processos importantes para a freguesia”, justificou.
Sobre os motivos que a levaram a tomar a decisão de se afastar do atual executivo, Paula Robalo afirma que já não se identificava com a atual liderança.
“Já não me identificava com este executivo, com a liderança exercida, com os planos apresentados para o futuro, nem com a forma como têm sido conduzidas matérias importantes para a freguesia”, disse.
O presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Anjo, Nuno Valente (Chega), admite que a situação é complicada e reconhece que, ao perder o terceiro de cinco elementos (o quinto pertencente à AD), “o executivo fica sem quórum e em gestão corrente, sem possibilidade de fazer novos investimentos na freguesia”.
Segundo Nuno Valente, só há duas maneiras de ultrapassar o problema na próxima assembleia de freguesia, ainda sem data marcada.
“Ou há um acordo com a oposição, para recompor o executivo (preencher os três lugares em falta), dando continuidade a este mandato, ou então vamos para eleições intercalares”, indicou.
Nas eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025, o Chega foi a força política mais votada na freguesia da Quinta do Anjo, com 26,94% dos votos e quatro eleitos, seguido pela CDU (coligação PCP/PEV), com 26,71% e também quatro eleitos, PS, com 25,50% e três eleitos, e AD (coligação PSD/CDS-PP), com 13,90% e dois eleitos.
O executivo da junta de freguesia (que emana da eleição à assembleia de freguesia) integrava quatro eleitos do Chega e um eleito da AD, mas neste momento, face à demissão de três eleitos do Chega, restam apenas dois, o atual presidente Nuno Valente, eleito pelo Chega, e um eleito da AD.






