Organização ambiental instala abrigos no Tejo para proteger cavalos-marinhos

Como o cavalo marinho se locomove

A acção prevê, numa primeira fase, a instalação de nove abrigos subaquáticos em três locais distintos da baía da Trafaria, destinados a criar zonas de abrigo e fixação para os cavalos-marinhos e a melhorar as condições ecológicas do seu habitat.

A organização ambientalista WWF Portugal iniciou nesta terça-feira uma intervenção de restauro ecológico na Trafaria, no concelho de Almada, para proteger as populações de cavalos-marinhos no Estuário do Tejo, através da instalação de abrigos subaquáticos.

Em comunicado, a WWF Portugal refere que esta acção, que contou com a colaboração da Associação Ciência e Educação para a Conservação da Biodiversidade Marinha (Mardive), integra a iniciativa nacional D-EVOLUÇÃO, “desenvolvida com o objectivo de contribuir para a recuperação de ecossistemas degradados, travar a perda de biodiversidade e reforçar a resiliência dos territórios face às alterações climáticas”.

A acção prevê, numa primeira fase, a instalação de nove abrigos subaquáticos em três locais distintos da baía da Trafaria, destinados a criar zonas de abrigo e fixação para os cavalos-marinhos e a melhorar as condições ecológicas do seu habitat.

“O Estuário do Tejo é o maior estuário de Portugal e uma das zonas húmidas mais importantes da Europa. Na frente ribeirinha da Trafaria vive uma população particularmente relevante de cavalos-marinhos, composta pelas espécies cavalo- marinho-comum (Hippocampus hippocampus) e cavalo-marinho-de-focinho- comprido (Hippocampus guttulatus)”, descreve a nota.

No entanto, alerta a organização ambientalista, “o habitat estuarino que ocupam encontra-se muito degradado face às múltiplas ameaças locais, como o lixo marinho, a poluição e o ruído subaquático”.

A WWF Portugal explica que em acções preparatórias para a instalação dos abrigos foram realizadas várias entrevistas comunitárias e envolvida a comunidade local, nomeadamente os pescadores.

“A protecção da natureza exige mais do que ambição. Exige acção concreta, conhecimento científico e trabalho lado a lado com as comunidades locais”, afirma, citada na nota, a directora executiva da WWF Portugal, Ângela Morgado.

A iniciativa é financiada por empresas, doadores individuais e entidades públicas e privadas.