O auto de consignação da obra, documento que marca o início oficial do prazo de construção, foi hoje assinado no Campus do Pragal da Infraestruturas de Portugal, em Almada, numa cerimónia que contou com a presença do secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo.
O troço entre Poceirão e Bombel, da linha do Alentejo, vai ser modernizado e duplicado até 2030, com o objetivo de reforçar a competitividade do transporte ferroviário nos corredores nacional e internacional, nas ligações Lisboa–Évora–Madrid.
O auto de consignação da obra, documento que marca o início oficial do prazo de construção, foi hoje assinado no Campus do Pragal da Infraestruturas de Portugal, em Almada, numa cerimónia que contou com a presença do secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo.
Segundo o presidente do Conselho de Administração Executivo da Infraestruturas de Portugal (IP), Paulo Carmona, este investimento reforça a competitividade da ferrovia a nível internacional, no eixo Lisboa-Madrid, e melhora a mobilidade entre o Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo, reduzindo os tempos de viagem para pessoas e mercadorias e reforçando a ligação Lisboa-Évora.
A empreitada de modernização e duplicação do troço Poceirão-Bombel da Linha do Alentejo, com uma extensão de aproximadamente 35 quilómteros, e que atravessa os concelhos de Vendas Novas, Montijo e Palmela, tem um investimento global de 270 milhões, dos quais 97,94 milhões de euros correspondem a financiamento da União Europeia.
Dos 35 quilómetros (km) da intervenção, cerca de 25 são no troço Poceirão-Bombel, da Linha do Alentejo, e 10 respeitantes à Concordância do Poceirão, “permitindo eliminar constrangimentos de capacidade, melhorar as condições de exploração ferroviária e criar condições para uma oferta mais eficiente de transporte de passageiros e mercadorias”.
Paulo Carmona explicou que a intervenção tem objetivos muito concretos, destacando o aumento da velocidade atual de 120 km/hora para 200 km /hora, para comboios convencionais, e 220 km/hora para pendulares, entre as estações do Poceirão e Bombel, na linha do Alentejo, “permitindo a diminuição do tempo entre Lisboa-Évora e Madrid”.
O responsável destacou ainda a melhoria do conforto, da acessibilidade e da informação aos passageiros, através da intervenção em estações e apeadeiros, criação de atravessamentos desnivelados, construção de novas plataformas de embarque e instalação de sistemas automatizados de informação ao público, além do reforço da segurança através da supressão de passagens de nível.
Outro dos objetivos da intervenção, referiu ainda Paulo Carmona , é responder ao crescimento esperado da procura, estando previsto que o número anual de comboios de mercadorias aumente de 7.695, registados em 2023, para 9.204 em 2030, o que equivale a um crescimento de 20%.
Prevê-se ainda que o número anual de passageiros em transporte ferroviário tenha um aumento de 20%, crescendo de cerca de 594 mil para 710 mil no mesmo período.
Para o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, esta é uma obra que é fundamental e basilar para o desenvolvimento das mercadorias em Portugal ligada à ambição do reforço do Porto de Sines.
“Vamos querer servir o ‘interland’ espanhol e, para servir o ‘interland’ espanhol, significa ter capacidade de levar as mercadorias por ferrovia até Madrid e esse objetivo é muito claro e para isso acontecer esta obra é absolutamente fundamental”, disse.
A obra, acrescentou, vai também ter importância no âmbito da terceira travessia do Tejo e do novo aeroporto de Lisboa, sendo igualmente importante apostar em ligações que sirvam o Alentejo.
“Precisamos de tornar este país um país mais próximo. Um país que seja mais pequeno do ponto de vista das distâncias que percorremos”, disse.






