Eleitos do PS defendem qualidade da água da Praia do Rosário

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Autarcas revelam dados das análises laboratoriais feitas a 28 de maio que apresentavam uma classificação de “Qualidade Aceitável”, com os principais indicadores microbiológicos dentro dos limites de referência aplicáveis.

Os eleitos do Partido Socialista na câmara e na Assembleia Municipal da Moita, bem como na União de Freguesias de Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos, defenderam não existirem fundamentos para se questionar a qualidade da água da Praia do Rosário.

A posição dos autarcas, de acordo com o comunicado recebido pela nossa redação, surge depois terem sido divulgadas e partilhadas informações, através das redes sociais, que colocavam em causa as condições na referida praia.

“A análise laboratorial efetuada em 28 de maio de 2026 concluiu que a água da Praia do Rosário apresentava uma classificação de Qualidade Aceitável, evidenciando que os principais indicadores microbiológicos associados ao risco para a saúde humana se encontravam dentro dos limites de referência aplicáveis”, avançam os eleitos socialistas, na mesma nota, revelando as análises incidiram principalmente sobre a “Escherichia coli”, “Enterococos intestinais” e “Salmonella”.

Há, no entanto a salientar, até mesmo como destaca a comunicação, o valor de bactérias coliformes registado — 920 UFC/100 mL — que se situa acima do valor de referência de 500 UFC/100 mL. Os eleitos reconhecem esse valor, mas sublinham que o resultado fica muito aquém do limite máximo legalmente admissível, fixado em 10.000 UFC/100 mL. Defendem ainda que este parâmetro deve ser lido sobretudo como indicador ambiental, influenciado pela dinâmica natural do Estuário do Tejo, pelas marés, linhas de água afluentes e outros fatores ecológicos, não sendo, por si só, determinante para classificar a água como imprópria quando os restantes indicadores de saúde pública se mantêm dentro dos limites.

Na mesma nota, os autarcas socialistas apelam a que a informação prestada à população assente em “evidência científica, rigor técnico e responsabilidade institucional”, considerando não existir “fundamento técnico ou sanitário” para declarações que possam gerar alarmismo sobre a qualidade da água da Praia do Rosário.

Os eleitos distinguem, contudo, a avaliação da qualidade da água do processo administrativo de classificação oficial de uma praia como zona balnear, lembrando que a decisão da Agência Portuguesa do Ambiente depende também de requisitos como acessibilidades, equipamentos de apoio, segurança, ordenamento do espaço, monitorização regular e sinalização.

Recordam, nesse sentido, que a autarquia moitense tem previsto um investimento de cerca de 2,5 milhões de euros na requalificação da Praia do Rosário e da zona envolvente, com vista à melhoria dos acessos, do espaço público e das infraestruturas necessárias para que, no futuro, possa ser instruído um processo de classificação oficial como praia balnear.

“A Praia do Rosário é um património natural, ambiental e identitário do Município da Moita. A nossa posição é clara: proteger a saúde pública, combater a desinformação, valorizar este importante espaço ribeirinho e continuar a investir para criar as condições necessárias à sua futura certificação pela Agência Portuguesa do Ambiente”, conclui a nota socialista.