Casa Ermelinda Freitas repôs irregularidade e declina noticia sensacionalista

Leonor Freitas explica que estava em causa um projeto de 2015 para promover os vinhos da empresa em países fora da União Europeia, como Angola, Brasil e Estados Unidos, tendo-se registado atrasos na entrega do diverso material promocional, sendo que as faturas teriam que ser entregues num prazo muito curto.

Os responsáveis da CEF reafirmam que o processo de condenação da empresa por irregularidades num projeto financiado por fundos europeus não teve nenhuma intenção de aproveitamento, “muito menos de fraude.” “Constatamos a existência de um engano e esse engano foi logo reposto”, afirmou ao Semmais Leonor Freitas, a CEO da empresa vitivinícola de Palmela. “Houve honestidade da nossa parte e lugar à reparação do erro”, acrescentou.

Leonor Freitas explicou que estava em causa um projeto de 2015 para promover os vinhos da empresa em países fora da União Europeia, como Angola, Brasil e Estados Unidos, tendo-se registado atrasos na entrega do diverso material promocional, sendo que as faturas teriam que ser entregues num prazo muito curto. “Tentámos cumprir e até pagámos o material antes de o recebermos, só que não era exequível e o prazo derrapou”, explicou a empresária.

Foi na sequência de uma inspeção do IFAP – Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, já em 2020, que o problema foi detetado, o que levou a empresa a “devolver de imediato” 0s 76.222 euros obtidos para a operacionalização da ação promocional no exterior. Além disso, as irregularidades levaram a que o Tribunal aplicasse uma multa de 5.100 euros distribuídos entre a empresa e dois responsáveis pelo projeto. “Honestamente, consideramos que não tínhamos feito nada de mal. Tinha havido simplesmente atrasos que geraram esta situação.

Leonor Freitas recordou ainda que o próprio IFAP em Tribunal disse que as contas estavam certas e não tinham nada a pedir à Casa Ermelinda Freitas. “Foi um grande prejuízo e também uma aprendizagem. Nunca permitiria qualquer situação do género, de nenhum valor que fosse”, reafirma a responsável, sem perceber o porquê da notícia passados tantos anos.