Federação dos Bombeiros do distritoreclama reforço da frota automóvel

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Viaturas têm em média entre 25 e 30 anos. Profissionais lembram que não foram contemplados por verbas do PRR ou outras comunitárias e que, no entanto, prestam serviço em todo o país.

A Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal (FBDS), que engloba 26 corporações, alertou esta semana para o envelhecimento da frota, com as viaturas a terem uma média de idades entre os 25 e os 30 anos, e lamentou que no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não tenham sido inscritas para a renovação da frota.

Num comunicado assinado pelo presidente da FBDS, João Ludovico, os bombeiros dizem que as atuais carências não podem ser vistas apenas como uma questão de modernização, mas como “uma questão de capacidade operacional e de segurança e proteção de vidas”.

“A Federação manifesta a sua preocupação pelo facto de no âmbito do PRR e de outros programas de apoio e fundos comunitários destinados à renovação e reforço dos meios de proteção e socorro, o distrito de Setúbal – com particular incidência na Península – não ter beneficiado da atribuição de viaturas destinadas à renovação ou reforço da sua capacidade operacional”, refere a FBDS.

Considerando que o estado tem a obrigação de atender aos problemas enunciados, a Federação diz ser “essencial que sejam criados ou reforçados programas específicos de financiamento para aquisição e renovação de viaturas de combate a incêndios”. “O distrito de Setúbal deve ser incluído de forma efetiva nas próximas oportunidades de financiamento público e comunitário destinadas à proteção Civil e aos bombeiros”, dizem.

Os bombeiros setubalenses entendem que o esforço e desgaste do material que lhes é exigido todos os anos, com o reforço no combate a sinistros ocorridos em todo o país, deve ser reconhecido pelas autoridades governamentais. “Este esforço é realizado sem deixar de assegurar a capacidade de resposta às populações do próprio distrito de Setúbal, o que demonstra a importância estratégica dos bombeiros deste território no sistema nacional de proteção e socorro””, afirma a FBDS.

Salientando que “a atual realidade merece uma reflexão séria por parte das entidades responsáveis”, os dirigentes distritais afirmam que “não é razoável exigir aos bombeiros que mantenham uma elevada capacidade operacional, que estejam disponíveis para apoiar missões em qualquer ponto do território nacional e que, simultaneamente, continuem a garantir a resposta diária às suas comunidades sem que sejam assegurados os meios adequados para cumprir a sua missão em condições de segurança e eficácia”.