O futuro do Barreiro e a valorização do seu passado industrial estiveram em debate numa conferência onde o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território destacou a futura Terceira Travessia do Tejo e a estratégia Parques Cidades do Tejo entre as oportunidades para o desenvolvimento do concelho.
A regeneração das antigas áreas industriais pode abrir uma nova etapa de desenvolvimento no Barreiro, associada à habitação, atividade económica e novas ligações de mobilidade. A perspetiva foi defendida por Silvério Regalado, secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, durante uma conferência dedicada ao legado industrial do concelho.
Na iniciativa “O Legado Industrial do Barreiro: Memória, Território e Futuro”, promovida ontem pela Casa da Arquitetura e pela Direção-Geral do Território, no Barreiro, o governante defendeu que a transformação do território deve ser feita sem perder a identidade construída a partir do passado industrial.
“Preservar não significa imobilizar e transformar não deve significar apagar. O futuro do Barreiro não começa apagando o seu passado. Começa usando essa história para construir a próxima transformação ”, sustentou Silvério Regalado, apontando para a necessidade de articulação entre o Estado, o Município e as restantes entidades com responsabilidades no território.
Entre as oportunidades identificadas estão a estratégia Parques Cidades do Tejo e a futura Terceira Travessia do Tejo, no eixo Chelas-Barreiro. A conjugação destes projetos com a regeneração das antigas áreas industriais poderá, segundo o secretário de Estado, reforçar a posição do concelho e criar condições para novos investimentos.
Durante a intervenção, Silvério Regalado destacou também os investimentos públicos e europeus em execução no Barreiro. Entre os exemplos apresentados estão quase 12 milhões de euros destinados à modernização e descarbonização da frota dos Transportes Coletivos do Barreiro, além de intervenções nas áreas da educação, saúde, habitação, respostas sociais e modernização dos serviços públicos.
O governante defendeu ainda o aprofundamento da cooperação entre a administração central e o poder local, apontando a descentralização, a revisão da Lei das Finanças Locais e a redução da burocracia como áreas onde pretende reforçar a capacidade de decisão e execução das autarquias.






