A obra, assinada sob o pseudónimo Margarida Madruga, foi escolhida por unanimidade pelo júri, de entre os 59 manuscritos apresentados a concurso por autores de língua portuguesa, indicou este município alentejano.
A obra “Um Prédio Onde Cabem Todos os Contos”, de Rita Coelho Teixeira Estanqueiro, venceu a 16.ª edição do Prémio de Conto Manuel da Fonseca.
A obra, assinada sob o pseudónimo Margarida Madruga, foi escolhida por unanimidade pelo júri, de entre os 59 manuscritos apresentados a concurso por autores de língua portuguesa, indicou este município alentejano.
A cerimónia pública de entrega do Prémio realiza-se no dia 17 de outubro, pelas 16:00, na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, na sede de concelho.
O júri foi constituído por Ana Margarida de Carvalho (Associação Portuguesa de Escritores), Maria Paula Mendes Coelho (Associação Portuguesa dos Críticos Literários) e Sandra Isabel das Candeias Guerreiro Dias (Escola Superior de Educação de Beja).
O painel de jurados destacou a “originalidade e sensibilidade” da escrita, a “abordagem tanto poética quanto ágil” e a “estrutura temática e formal” da obra.
O primeiro prémio do concurso recebe um valor pecuniário de 4.000 euros e a obra será editada pelo Município de Santiago do Cacém.
A autarquia revelou que, nesta 16.ª edição do Prémio de Conto Manuel da Fonseca, foram também atribuídas, por unanimidade, duas menções honrosas.
A primeira distinguiu o original “Longe da Ferida”, da autoria de Ande Alencar, apresentado ao concurso sob o pseudónimo Pedro Vaz, e a segunda foi destinada à coletânea de contos “Microcosmos”, da autoria de Maria Teresa Meireles, assinada com o pseudónimo Maria Helena.
Segundo o município, as 59 obras apresentadas a concurso são provenientes de Portugal, Brasil, Itália, Países Baixos e Moçambique.
Instituído em 1995, o Prémio de Conto Manuel da Fonseca homenageia aquele “grande escritor” natural do concelho e “figura incontornável da literatura portuguesa”.
Manuel Lopes Fonseca (1911-1993), conhecido no mundo das letras como Manuel da Fonseca, foi poeta, contista, romancista e cronista.
Deixou obras como os romances “Cerromaior” (1943) e “Seara de Vento” (1958), vários volumes de poesia e também de contos, como “O Anjo no Trapézio” (1968) ou “O Fogo e as Cinzas” (1953).
Nas suas obras, marcadas pela intervenção social e política, relatou a dureza da vida no Alentejo, realidade que lhe era próxima.






