Metro Transportes do Sul alerta para possíveis constrangimentos devido a greve

Mst17 as318

Num aviso colocado no seu site, a empresa, que serve os concelhos de Almada e Seixal, explicou que recebeu um pré-aviso de greve convocada pela Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ) a qualquer trabalho nos dias 20 e 21 de outubro e as duas últimas horas do período de trabalho entre os dias 22 e 27 de outubro.

A Metro Transportes do Sul alertou para a possibilidade de ocorrência de perturbações na circulação, entre as 16h30 de hoje e as 02h00 do dia 22 de outubro, na sequência da greve convocada por uma estrutura sindical.

Num aviso colocado no seu site, a empresa, que serve os concelhos de Almada e Seixal, explicou que recebeu um pré-aviso de greve convocada pela Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ) a qualquer trabalho nos dias 20 e 21 de outubro e as duas últimas horas do período de trabalho entre os dias 22 e 27 de outubro.

Segundo a empresa, também são incluídos os serviços que se iniciam hoje e terminam na quarta-feira, bem como os que se iniciam no dia 27 e terminam no dia 28.

O Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses explica em comunicado que a greve foi convocada na sequência da ausência de resultados concretos nas negociações de um novo Acordo de Empresa, tendo a decisão sido tomada pelos trabalhadores reunidos em plenário “após cerca de dois anos e meio de negociações sem que tenha sido possível alcançar um entendimento que responda as suas reivindicações.

Em causa, segundo a estrutura sindical, “está a necessidade de melhorar as condições de trabalho, assegurar uma atualização salarial que tenha em conta a perda de poder de compra e garantir que as matérias relativas à organização do trabalho sejam objeto de negociação coletiva, em vez de decisões unilaterais da empresa”.

Já o conselho de administração da Metro Transportes do Sul (MTS) refere em comunicado enviado à agência Lusa que ter ficado surpreendido com este pré-aviso de greve, considerando-o “desproporcional num quadro de abertura negocial permanente e num contexto de total disponibilidade para o diálogo e de implementação de melhorias efetivas que têm vindo a ser garantidas nas condições de trabalho dos trabalhadores da MTS em particular dos Operadores de Condução.

Através de um diálogo permanente entre a administração da MTS e os representantes dos trabalhadores tem sido sempre possível chegar a um acordo entre as partes, nomeadamente no que respeita às condições de trabalho oferecidas e ás atualizações salariais que, nos últimos quatro anos, estiveram entre 7.7% e 12,8% muito acima da taxa de inflação verificada”, adianta o conselho de administração da empresa.

A MTS refere também que “tem, desde sempre, mantido disponibilidade para dialogar e negociar com os representantes dos trabalhadores, incluindo com a SMAQ, considerando que este suspendeu unilateralmente a continuidade das negociações em curso na última reunião de 17 de setembro.

Em declarações à agência Lusa o presidente do SMAQ defende que não tem havido vontade efetiva de negociar, sustentando que passaram 30 meses desde o inicio das negociações, quando a protocola de processo negocial previa 12 meses.

“Não basta sentar numa sala com o sindicato para demonstrar que se está a negociar quando não se negoceia coisa nenhuma nem se tem tido boa-fé, disse Antônio Barata Domingues em declarações à Lusa, adiantando que durante o período de negociações apenas o sindicato apresentou um documento para a
mesma.

A empresa defende “que sempre esteve empenhada na realização de um processo de negociação sério e responsável, mas que tenha em atenção a realidade da empresa e o seu contexto.

A administração da MTS adianta em comunicado que não pode “nunca aceitar propostas que coloquem em causa a sua responsabilidade para com todos os trabalhadores, fornecedores e para o Estado Português, nomeadamente propostas que nada tem a ver com a sua realidade operacional” o que no seu entender “tem sido recorrente nas propostas apresentadas pelo SMAQT

Sobre a greve, a empresa acrescenta que no âmbito dos serviços mínimos decretados, no período de 19 a 27 de outubro, será assegurada a circulação na linha 3 (Cacilhas/Universidade) entre as 07h00 e as 09h00 e entre as 17h00 e as 19h00.

Os clientes que habitualmente utilizam a linha 2 (Corroios/Pragal), deverão efetuar transbordo na paragem “Bento Gonçalves”, de forma a prosseguir a sua viagem através das linhas 1 e 3.

A MTS acrescenta que entre as 05h00 do dia 22 de outubro e as 02h00 do dia 28 poderão igualmente verificar- se constrangimentos e alterações na circulação.