Num snack-bar sadino a abarrotar com o calor típico já não da época de Verão mas do ambiente desportivo que os ecrãs de televisão naturalmente transmitem nestes prolongados dia-a-dia, um frequentador típico comentou: «Este está zangadão!», ao que, mais ao fundo da sala, um outro deu da sua assim: «Se estás numa de zês, então não te esqueças do zangadinho, aquele da Ucrânia».
Então, quem alternava no espectáculo, termo que usamos com algum constrangimento próprio porque o que os olhos captam é morte, destruição, afronta à Soberania Nacional de Estados, desrespeito pela Carta das Nações Unidas quanto ao Direito e à Defesa da Paz em todo o Mundo, à Solidariedade Internacionalista entre os Povos de todos os Continentes, ao Desenvolvimento económico e social, eram, nem mais nem menos, Trump, o zangadão, e Zelensky.
Tal como o que aqui rascunhamos em nada, absolutamente nada, será desmentido pelo avenir próximo, outro freguês pôs tudo na ordem sem precisar de altos estudos: «Não ponham as mesas a cheirar a petróleo, por favor! Olhem lá os isqueiros…».
Valdemar Santos – militante PCP



