A Câmara Municipal de Setúbal uniu-se ao Vitória Futebol Clube e teceu duras críticas a Pedro Proença, presidente da Liga de Clubes, na sequência da despromoção do emblema sadino para os campeonatos não profissionais de futebol.
Em carta endereçada a Liga de Clubes e subscrita por todo o elenco camarário, a autarquia presidida por Maria das Dores Meira pede ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) que decida o mais rápido possível sobre o recurso apresentado pelos sadinos contra a descida para o Campeonato de Portugal, depois de estes não terem cumprido os pressupostos financeiros.
“Afirmou o senhor presidente, em declarações à comunicação social, que, nas competições profissionais, não está quem quer, mas quem pode. Na verdade, está já o senhor presidente da Liga a determinar que o VFC não pode estar nas competições profissionais (numa quebra de imparcialidade a que está obrigado e que estranhamos), quando, como sabemos, está pendente ainda uma decisão do TAD sobre esta matéria, o tribunal que, esse sim, deve determinar se pode ou não o Vitória participar nos campeonatos de futebol profissional”, criticou o executivo.
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional rejeitou a inscrição do Vitória de Setúbal por o emblema sadino não cumprir os pressupostos financeiros. O Vitória Futebol Clube recorreu para Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, mas declarou-se incompetente para julgar o caso, que assim seguiu para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD).
Na tentativa de evitar o sorteio das provas profissionais, o Vitória interpôs uma providência cautelar junto do TAD para suspender a decisão de desclassificação das competições profissionais de futebol, providência essa rejeitada por este tribunal. O caso continua por decidir no TAD, pelo que, neste momento, o clube está no Campeonato de Portugal e tem a sua estreia marcada frente ao Moura, na 1.ª jornada.
Em causa, estavam pressupostos financeiros incumpridos: o clube não conseguiu apresentar prova de “inexistência de dívidas a sociedades desportivas”, a “inexistência de dívidas a jogadores, treinadores e funcionários”, assim como “a regularidade da situação contributiva perante a Autoridade Tributária”, segundo a LPFP.
Com esta decisão, o Portimonense, que tinha descido na temporada passada e que cumpria com os pressupostos financeiros exigidos, foi convidado a participar na próxima edição da I Liga.
Entretanto os sadinos continuam a acreditar que vão permanecer na I Liga esta época. O presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Vitória de Setúbal entende que o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) pode decidir até o dia 15 de setembro sobre o recurso apresentado, evitando que este continue excluído das provas profissionais.
Na comunicação publicada no sítio oficial do clube, Cândido Casimiro reitera que a razão está do lado do conjunto sadino, que, depois de ver rejeitada a providência cautelar apresentada no TAD, espera que a decisão da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) de relegar o clube ao Campeonato de Portugal seja revertida em breve.
O presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Vitória de Setúbal acusa o TAD de rejeitar a providência cautelar apresentada com o objetivo de não impedir o sorteio do calendário da I Liga de futebol.






