A cidade recebe por ano cerca de 30 mil visitantes. O presidente da câmara diz que, em breve, a Comporta será a principal referência turística do país.
O castelo e a Igreja Matriz de Alcácer do Sal são os dois monumentos que, por proposta da Direção-Geral do Património Cultural apresentada ao Governo, vão integrar a Zona Especial de Proteção (ZEP) da cidade.
De acordo com o anúncio que consta em Diário da República, a Direcção-Geral do Património Cultural propõe à secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural a fixação da ZEP do Castelo de Alcácer do Sal, classificado como monumento nacional, e da Igreja Matriz da mesma cidade, também chamada Igreja de Santa Maria do Castelo, classificada como imóvel de interesse público.
Esta deliberação foi comentada ao Semmais pelo presidente da autarquia, Vítor Proença, que começou por afirmar que tanto o castelo como a Igreja Matriz são monumentos “de grande relevância e interesse público e nacional, pelo que a sua integração na Zona Especial de Proteção serve para engrandecer o trabalho desenvolvido em prol do turismo na cidade e no concelho”.
Todos os elementos relevantes do processo relativo ao castelo e à igreja matriz, como a fundamentação, restrições, planta da ZEP, da área de sensibilidade arqueológica (ASA), entre outros, estão disponíveis nas páginas eletrónicas da Direção-Geral do Património Cultural, da Direção Regional de Cultura do Alentejo e da Câmara de Alcácer do Sal.
Vítor Proença destacou o “crescimento fortíssimo” do turismo no concelho, salientando que o mesmo recebe, anualmente, cerca de 30 mil visitantes, isto sem contar com os que circulam pelas duas grandes vias rodoviárias que o atravessam. “A Comporta, que em breve será o mais forte nome associado ao turismo em todo o país, o rio Sado, a cidade de Alcácer do Sal, as barragens ou a vila do Torrão são locais de excelência e que atraem cada vez mais visitantes”, disse.
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Ícones do concelho
O castelo e a igreja matriz, também conhecida por Igreja de Santa Maria do Castelo, construídos sobre antigas edificações romanas, estão atualmente e desde 1998 integrados no espaço da Pousada D. Afonso II. O castelo, cuja construção remonta ao século XII, é monumento nacional desde 1910, enquanto a igreja é considerada monumento municipal. Reza a História que a fortaleza foi um importante baluarte mouro, só sendo conquistada definitivamente em 1217, no reinado de D. Afonso II que, para consumar a vitória militar, teve de esperar que um cerco de dois meses, onde contou com a ajuda de militares holandeses, surtisse efeito. Naquele lugar, que assumiu importância estratégica no controlo da costa, casou em segunda núpcias, em 1500, com a Infanta Dona Maria de Castela, o rei D. Manuel I.






