Lucro da Navigator cai 49,6 por cento para 144,7 milhões em 2025

A queda dos preços internacionais da pasta e do papel, o aumento dos custos de energia e a instabilidade global “condicionaram os resultados”, explica o grupo.

A The Navigator Company registou em 2025 um lucro líquido de 144,7 milhões de euros, uma queda de 49,6 por cento face ao ano anterior, informou a empresa em comunicado.

O volume de negócios também recuou 5,7 por cento para 1.970 milhões de euros, enquanto o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) atingiu 376 milhões de euros, menos 31,3 por cento em comparação com 2024. A margem fixou-se nos 19 por cento.

A empresa informa ainda que os negócios de Tissue e Packaging representaram 33 por cento do EBITDA.

A queda dos preços internacionais da pasta e do papel, o aumento dos custos de energia e a instabilidade global “condicionaram os resultados”, explica o grupo.

“O sucesso da estratégia de diversificação da empresa contribuiu para atenuar o impacto da pressão sobre os resultados decorrente da expressiva queda dos preços na pasta e papel Uncoated Woodfree (UWF) registados no período”, acrescenta.

No segmento de Papel de Impressão e Escrita, aumentou a quota de mercado global para 26 por cento, mais 1,5 pontos percentuais do que em 2024, e registou um crescimento de 13 por cento nas encomendas, enquanto reduziu os stocks para menos de metade da média do setor.

A Navigator anunciou também a instalação de uma nova máquina de produção de Tissue em Aveiro, com arranque de operação previsto para março de 2028.

“O investimento ascenderá a cerca de 115 milhões de euros e beneficiará de um apoio ao abrigo do programa Portugal 2030”, detalha.

Em 2025, o investimento totalizou cerca de 210 milhões de euros, dos quais 60 por cento em projetos ambientais e de sustentabilidade.

Entre os projetos considerados “estruturantes”, o grupo destaca a “nova caldeira de recuperação química, em Setúbal, já concluído, e a futura reconversão da máquina PM3 para produção de papéis de embalagem flexível, em baixas gramagens, que posicionará a empresa entre os maiores produtores europeus deste segmento”.