A câmara de Almada tem a funcionar, desde quinta-feira, um gabinete de apoio dirigido aos munícipes que tiveram de sair das suas casas na sequência das intempéries que atingiram o país.
No concelho de Almada, um total de 476 pessoas foram retiradas das suas habitações desde que o território começou a registar deslizamentos de terras devido ao mau tempo, das quais 225 estão alojadas pela autarquia.
Algumas das pessoas estão alojadas no Inatel da Costa da Caparica, que disponibilizou 27 dos seus 35 quartos para acolher deslocados daquele concelho.
Segundo fonte do município, o atendimento no gabinete instalado na Junta de Freguesia da Trafaria, será feito por técnicos da ação social e da habitação das 10h00 às 17h00.
Paralelamente, a autarquia criou um grupo interno de trabalho para avaliar e acompanhar as consequências dos estragos.
Numa publicação na sua página oficial na rede social Facebook, a presidente da câmara de Almada explica que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil esteve no terreno a avaliar o impacto das intempéries no território.
Inês de Medeiros disse ainda que foi também ativado o mecanismo europeu, Copernicus, que permitirá uma monitorização permanente e uma análise mais aprofundada das zonas atingidas.
Em simultâneo, adianta a autarca, será reforçado o policiamento de proximidade, com ligação direta ao Comando Nacional das Operações de Socorro, para garantir maior acompanhamento e segurança.
“Quero que saibam que continuamos totalmente empenhados em acompanhar cada situação, proteger as pessoas e cuidar do nosso território. Estamos presentes, atentos e a trabalhar todos os dias para que ninguém fique para trás”, sustenta.
Na segunda-feira, durante a reunião de câmara, a autarca admitiu que muitas das pessoas que tiveram de sair das habitações não conseguirão regressar às casas.
Desde o início das tempestades que assolaram o território português, o concelho de Almada tem registado vários deslizamentos de terras nas arribas da Costa da Caparica e de Porto Brandão.






