Serviços Municipalizados de Setúbal preveem investimento de 1,2 milhões para 2026

Os Serviços Municipalizados de Setúbal (SMS) preveem investir, durante o ano de 2026, um total de 1,2 milhões de euros na sua operação, tendo como prioridade a reabilitação e extensão de redes e instalações do sistema de saneamento.

A informação foi avançada por João Rocha, diretor do Departamento de Engenharia dos SMS, durante a apresentação do Plano de Investimentos da Rede de Saneamento de Setúbal, realizada esta manhã nos Paços do Concelho. Segundo o responsável, encontram-se atualmente em fase de aprovação o Plano Estratégico de Gestão Patrimonial de Infraestruturas, os Planos Táticos de Eliminação e Gestão de Fossas Sépticas e o Plano de Redução de Descargas Sem Tratamento. “No âmbito deste investimento está prevista, por exemplo, a intervenção na Estação Elevatória do Alto da Guerra”, explicou.

De acordo com João Rocha, os SMS vão prosseguir o plano que prevê a eliminação de até 300 fossas sépticas no concelho, com especial incidência nas zonas da Salmoura e da Mourisca, onde a cobertura da rede de saneamento é menos abrangente, num investimento estimado em cerca de um milhão de euros por ano.

Além disso, estão identificadas “24 zonas prioritárias de investimento em Setúbal” e “quatro zonas prioritárias em Azeitão”, com necessidades de investimento “superior a 10,7 milhões de euros”, que deverão ser concretizadas através de operações anuais na ordem de “1,1 milhões de euros”.

Até 2030, a previsão é que o investimento feito pelos SMS possa chegar aos seis milhões de euros.

Presente na apresentação, Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal e também do Conselho de Administração dos SMS, destacou a importância e o impacto do serviço prestado pela empresa pública. “A reativação dos Serviços Municipalizados em Setúbal foi um passo decisivo para criar as condições para reorganizar e fortalecer a gestão dos sistemas essenciais à vida das nossas comunidades”, referiu a autarca.

Estreitar ligação entre os SMS e a SIMARSUL

A edil sadina sublinhou ainda o “trabalho contínuo de investimento no sistema em baixa” desenvolvido pelos SMS nos últimos três anos, estimado em 1,6 milhões de euros, destinado ao encaminhamento das águas residuais para as instalações da SIMARSUL, através “da requalificação de redes existentes, muitas delas envelhecidas”, mas também “em ampliar o sistema, levando este serviço essencial a populações” que ainda não dispunham do mesmo.