Segregação Laboral

A Lei Laboral, parece novamente atormentar de novo no nosso dia-a-dia.

Esta opção legislativa do governo e muitas outras chagas sociais, começam novamente a abalar a vida dos portugueses.

Humilhados e descartáveis à porta dos empregos, os trabalhadores são vítimas de assédio laboral e empurrados a demitirem-se por quem tem a cobertura dos poderes instituídos para assim actuarem ilicitamente.

É do conhecimento público que muitas empresas – geridas pela segunda ou terceira geração os chamados “novos ricos” que proliferam no apodrecido tecido empresarial deste Portugal reinventado com um novo ciclo político.

Neste clima de instabilidade, e de profunda carga traumática que advém graves problemas sociais e financeiros, as famílias ficam sufocadas por desequilíbrios emocionais lactentes para toda a vida.

Perante tudo isto, surge por parte do governo uma permanente confrontação aos direitos dos trabalhadores, retirando-os em nome da transformação do novo mundo do trabalho, nem que para isso sejam violados os direitos consignados na Constituição.

Portugal face a este fenómeno, é colocado num lugar mais destacado dos países da União Europeia onde este subterfúgio é mais praticado, juntando a discriminação religiosa, étnica e sexual.

Enfim, face a estes como a outros factores coercivos, a nossa Democracia tende – caso não se cerrem barricadas – a cair num abismo de uma nova congregação ditatorial.

Sejamos objectivos, tudo vale contra quem só tem como arma, o desejo de uma paz social trabalhando dignamente e não ser considerado como mero consumível ou descartado, face aos ditos “modernos conceitos” de produtividade.

É neste “falso conceito social” que a jurisprudência consignada na lei, deverá ser mais activa e não tão benévola deixando de protelar o veredicto, originando a desmotivação e uma certa desilusão sobre a defesa e deveres dos representantes dos trabalhadores (CGTP e UGT) e representantes empresariais, bem como do próprio governo que deverá sempre agir em respeito com a sua base de apoio e no cumprimento da Constituição, que fez solene juramento.

Artur Vaz – escritor