“Com mãos se faz a paz se faz a guerra” Manuel Alegre
Na história da Humanidade, a par de outros feitos, sempre lá consta guerras por conquistas, poder, riqueza e religiões. Ou seja, a paz é algo difícil de manter e de obter.
O nosso país prova esse facto. Teve a força da espada para a sua independência. Teve cruzados nas nossas caravelas na época dos descobrimentos. Teve escravos na obra épica dos Lusíadas e na mortífera Guerra Colonial. Contudo, sobre o século XX ainda ligamos. Ou seja, é história viva. Sentimos o sacrifício dos soldados – uns mortos, outros estropiados e outros por força do destino regressaram sem mazelas. Como foi doloroso o drama das famílias ao ver partir os seus entes queridos.
Actos que se podiam evitar, mas prevaleceu uma profunda surdez e uma cegueira sem limites.
Não se procurou o diálogo, e assim negociar o fim da guerra. Foi um aguentar, um “aguentar orgulhosamente sós” em África, valendo mais “o grito e eco da metralha”.
Bastava ouvir o chorar das mães, irmãs e esposas. Mas
não, quiseram optar pela oferta de medalhas e insígnias,
sobre lágrimas que eram ilegais.
Importa refectirmos sobre o princípio após a Segunda Mundial, o qual proibia as nações de usarem a força para violaram as fronteiras de outros, e que tendo sido consecutivamente ignorado.
Em vez disso, a paz é usada através das armas – cada vez mais mortíferas – como circunstância e exigência para suster a força dominadora do agressor.
Esse propósito agrava o direito à autodeterminação dos povos, os quais devem viver numa convivência pacífica e política. Mas nem sempre foi assim. Foi duro, pobre, muito sofrido e suado o lado obscuro da razão.
Os recentes episódios, vindos de países como os Estados Unidos da América, Rússia e Israel representam fortes e tenebrosos alertas de opressão e guerra, levando-nos a perceber quanto custa e vale a busca da Paz e da Liberdade.
Cabe a todos nós pacifistas ensinar a diferença, e sermos uma confraria na defesa da Paz, numa luta global resiliente, intensa contra a violência e à guerra.
Artur Vaz – escritor



