A Direção Geral de Saúde (DGS) informou que nas últimas 24 horas o número de pessoas infetadas com Covid-19 no distrito de Setúbal passou de 277 para 313.
Este valor pode, no entanto, ser maior (318), uma vez que no concelho de Grândola, segundo revela a câmara municipal, existem oito casos confirmados e não os três que são oficialmente divulgados.
Os valores mais altos continuam a ser observados nos concelhos do Seixal e Almada, sendo agora de 79 infetados em cada um deles. O Barreiro tem o registo de 38 pessoas portadoras do vírus e Setúbal conta 31.
Os números da DGS incluem ainda 29 doentes na Moita, 19 no Montijo, 11 em Palmela, dez em Sesimbra e cinco em Alcochete.
Nos concelhos de Santiago do Cacém, Grândola e Sines, que pertencem ao distrito de Setúbal mas integram a região do Alentejo, o número oficial de infetados é de, respetivamente, seis, três e mais três pessoas. Em Grândola, tal como o Semmais Digital tem referido, existe uma disparidade de cinco casos entre os que são anunciados pela DGS (três) e os que são garantidos pela Câmara Municipal (oito).
A nível nacional, conforme anunciou o secretário de Estado da saúde, António Lacerda Sales, há agora a lamentar a morte de 187 pessoas, mais 27 do que na véspera. Os casos de infeção já confirmados são agora 8251, mais 808 do que na terça-feira, o que corresponde a um acréscimo de 11 por cento.
Por regiões, contata-se que o Norte continua a ser aquela que inspira maiores preocupações. O número de pessoas que testaram positivo era nas últimas 24 horas de 4910, havendo a registar 95 mortos. Na zona Centro contavam-se 1043 doentes e 52 mortos. Em Lisboa o número de portadores do vírus já confirmados atingia os 1998, enquanto que as vítimas mortais eram 38. No Algarve contabilizavam-se 146 doentes e duas vítimas mortais.
Nos diversos hospitais do país há 726 pessoas internadas com a doença, sendo que 230 estão em unidades de cuidados intensivos.
A Madeira tem 52 doentes, os Açores 48 e o Alentejo 54. Nestas zonas do país não há, por enquanto, o registo de qualquer morte.
Governo requisita desempregados e estudantes
Face ao acréscimo diário dos números de doentes e de vítimas mortais, e sobretudo porque não existem pessoas suficientes para acudir a todos os que estão contaminados, o Governo decidiu hoje de manhã ordenar a requisição, para trabalhos nos lares e hospitais do país, de todos os desempregados e parte dos jovens estudantes, sobretudo os que têm formação nas áreas da saúde e da assistência social.
O período de prestação obrigatória de cuidados por parte desta franja da população será, para já, de um mês, sendo que os desempregados irão auferir de um subsídio suplementar de 438 euros, enquanto aos restantes (estudantes) será pago um subsídio de 658 euros.




