Não há mortes na região. As medidas preventivas mantêm-se e o estado de emergência pode ser alargado até maio.
Não houve aumento do número de casos de pessoas infetadas com Covid-19 no Alentejo durante as últimas 24 horas. A Direção Geral de Saúde (DGS) diz que estão sinalizados 155 doentes na região e que ainda não existem vítimas mortais. Em alguns concelhos o número de infetados até decresceu mas, em pelo menos um, aumentou. Isso significa que o controlo da pandemia, podendo parecer controlado, está longe de estar dominado.
Essa é, de resto, a perceção do Governo, que através do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, admitiu que o estado de emergência possa vir a ser prolongado até ao início de maio. Tal significa que se vão manter a maior parte das restrições, nomeadamente as que se referem à proibição de circular para fora das áreas de residência sem qualquer motivo válido (por questões de trabalho ou de saúde).
Por concelho, constata-se que é em Moura que ainda se registam mais casos, com 33 infetados segundo as contas da Câmara Municipal e 27, de acordo com a DGS. Nesta cidade a doença progrediu quando o vírus foi declarado em 32 dos 59 residentes ciganos do sítio do Espadanal. Esta população encontra-se, de resto, preventivamente isolada, com as autoridades municipais a assegurarem a entrega de água potável, alimentos e medicamentos.
Os números da DGS dizem que subsistem os mesmos 21 infetados em Évora. Em Serpa há 18 casos positivos, em Beja nove e em Reguengos de Monsaraz oito. Contam-se ainda quatro em Elvas, três em Portalegre e outros tantos em Almodôvar, concelho que pela primeira vez surge no mapa de situação (a DGS só reporta os concelhos com três ou mais casos).
Existem, sabe o Semmais Digital, um caso em Odemira (onde também já se registaram duas recuperações) e um outro no concelho de Ferreira do Alentejo, mais concretamente na freguesia de Figueira dos Cavaleiros.
Em relação aos concelhos do Litoral Alentejano integrados no distrito de Setúbal não existem alterações face à véspera, seja no que respeita aos números apresentados pela DGS, seja na informação prestada pelos municípios. Em Santiago do Cacém o Estado diz que há 11 doentes enquanto o município refere 12, e em Grândola, onde existem 42 pessoas em vigilância ativa, são sete os pacientes para as autoridades nacionais e 11 para as municipais. Já em Sines a DGS aponta para quatro infetados, enquanto a autarquia diz ter dois. Em Alcácer do Sal, por fim, os números são coincidentes: cinco
No panorama nacional há a registar o aumento do número de mortos para 599 e o de doentes confirmados para 18.091. As estatísticas da DGS dizem que o número de pessoas recuperadas é agora de 383 e que estão hospitalizadas 1.200, das quais 208 em unidades de cuidados intensivos.
Na região Norte há 10.571 doentes e 339 mortes, enquanto que no Centro os infetados são 2629 e as vítimas mortais 136. Lisboa e Vale doTejo é a segunda região com mais doentes, contando agora com 4102 e 111 óbitos. No Algarve existem 295 pessoas com Covid-19 e nove já morreram. Os Açores contabilizam 100 pacientes e quatro falecimentos. Por fim, na Madeira, mantém-se os 59 infetados e os zero mortos.




