Investigadores e técnicos continuam a trabalhar a partir de casa, uma vez que o campo se encontra encerrado.
O Campo Arqueológico de Mértola (CAM), em Mértola, também não resistiu ao Covid-19, estando atualmente encerrado. Mas os técnicos e investigadores trabalham a partir de casa e, apesar de não se vislumbrarem muitos movimentos no terreno, não existem projetos parados ou cancelados.
Em declarações à Lusa, o diretor da instituição, Cláudio Torres, disse que os cerca de 20 investigadores que direta ou indiretamente estão ligados ao CAM, desenvolvem agora as suas tarefas a partir das respetivas residências. Mesmo quando algum se desloca ao espaço, é apenas para levantar algum documento na biblioteca ou para efetuar algum trabalho de lavagem.
Cláudio Torres diz que atualmente está em fase de conclusão o processo de lavagem de peças de cerâmica, sobretudo dos séculos XVI e XVII, que foram recolhidas numa estação arqueológica realizada pela instituição. Este trabalho iniciou-se no outono passado, num conjunto urbano de Alcoutim, no distrito de Faro.
O diretor do CAM assegura que nenhum dos projetos existentes parou ou foi cancelado, garantindo ainda que o pagamento dos salários dos técnicos está assegurado, estando todos a receber normalmente. Já os investigadores não recebem do CAM, mas sim das universidades, onde são docentes, ou pelas bolsas de investigação que lhes possam ter sido atribuídas.




