Trabalhadores da refinaria de Sines preocupados com suspensão da produção

Os representantes dos trabalhadores na refinaria manifestaram-se hoje preocupados com as consequências negativas que a suspensão da produção, em maio, poderá causar aos prestadores de serviços, apelando à preservação dos empregos.

“Estamos preocupados porque, há cerca de um mês, a Petrogal decidiu rasgar e reduzir contratos com os prestadores de serviços, do contrato de manutenção da refinaria, que provocou 80 despedimentos e esse fantasma continua a assombrar”, afirmou à Lusa Hélder Guerreiro, coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT) da refinaria de Sines da Petrogal.

Perante o atual cenário de suspender, a partir de 4 de maio, a produção na refinaria de Sines, o também dirigente do Site Sul (sindicato das indústrias transformadoras, que integra a Fiequimetal) apelou à administração da Galp no sentido de “preservar os empregos e aliviar a pressão social”.

“Sabemos que há muita gente em casa, despedida e dispensada, e apelamos a que a administração da Petrogal/Galp não volte a rasgar contratos e a reduzir contratos de prestação de serviços no sentido de preservar o emprego e aliviar a pressão social que toda esta situação acarreta”, acrescentou.

O coordenador da CT da Petrogal adiantou ainda que, tendo em conta que a administração não irá avançar para o lay-off, os mais de 500 trabalhadores diretos da refinaria de Sines “não têm para já razões de preocupação” em relação aos seus postos de trabalho.

“A administração apontou que não irá avançar com o lay-off, o que seria a situação mais preocupante, e para já não há motivo para nos preocuparmos em demasia relativamente aos trabalhadores da Petrogal”, acrescentou.

Num “clima de incerteza” face ao futuro, o dirigente, que critica igualmente a “distribuição de 570 milhões de euros em dividendos aos acionistas”, espera que esta suspensão da produção “seja no mais curto período de tempo” e não se prolongue por mais de um mês.